Sinergias EDIÇÃO COMEMORATIVA

Memória, Celebração e Resistências

Quando, em janeiro de 2012, o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) e a Fundação Gonçalo da Silveira (FGS) se reuniram pela primeira vez, o horizonte de trabalho mais imediato parecia ser a possibilidade de algum ou alguma investigadora do CEAUP poder vir a ter interesse em sistematizar a experiência dos primeiros cinco anos de trabalho em Educação para o Desenvolvimento e Cidadania Global (EDCG) da FGS, ajudando-a a construir a sua memória de trabalho nesta área, essencialmente relacionada com a intervenção em meio escolar. Todavia, logo nos primeiros minutos de conversa esta agenda derivou para dois temas mais abrangentes e interligados: o primeiro, sobre as questões teóricas e conceptuais relacionadas com a EDCG e com a necessidade de as mesmas serem mais trabalhadas e aprofundadas pelos atores da área do Desenvolvimento; o segundo, relacionado com a falta de reconhecimento da EDCG em Portugal, não só ao nível da Academia, mas também dentro das próprias ONGD. Nessa altura levantou-se uma hipótese que relacionava as duas questões: será a falta de produção de conhecimento e de reflexão científica nesta área, no nosso país, uma das causas dessa falta de reconhecimento? Neste enquadramento, começaram a surgir várias ideias, ainda em bruto, uma delas relacionada com a possibilidade da revista científica do CEAUP, Africana Studia, começar a integrar artigos sobre EDCG e vir a dedicar um dos seus números à mesma temática.

Apesar do entusiasmo decorrente da reunião, a informalidade do processo e a limitada disponibilidade dos intervenientes, aliadas à distância geográfica, levou a que o segundo encontro tivesse lugar apenas quatro meses depois. Ainda assim, a importância do tema não tinha deixado ninguém indiferente e, de forma natural, conseguiu-se chegar a uma sistematização de ideias e objetivos comuns e, inclusivamente, esboçar um primeiro “plano de ação” para trabalhar a EDCG ao nível do ensino e da investigação académica, o qual foi posteriormente trabalhado à distância – foi nessa altura que surgiu, pela primeira vez, a ideia de criação de uma revista científica digital em EDCG. Para além do esboço deste plano, reforçou-se a importância fundamental de se integrar a participação ativa de visões e perspetivas não-europeias, bem como a intenção do processo vir a reforçar a EDCG enquanto promotora de alternativas, assumindo um papel de contrapoder – forma/processo é conteúdo.

Nessa altura, e em pleno momento de implementação do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras, vulgarmente conhecido por Plano da Troika, uniam-nos o desejo de um percurso assente em perspetivas partilhadas:

  • Uma VISÃO… a relevância da EDCG no contexto da nossa sociedade atual;

  • Uma NECESSIDADE… o aprofundamento da investigação científica em EDCG e de uma maior ligação entre o ensino superior e a sociedade civil;

  • Um RECONHECIMENTO… a importância do uso de metodologias alternativas de construção conjunta de conhecimento e de lógicas de reflexão horizontais e colaborativas, para a transformação e credibilização das ações no terreno;

  • Uma ESPERANÇA… a abertura de espaços para a criação de relações de aprendizagem e reforço mútuo das ações das Organizações da Sociedade Civil (OSC) e das Instituições de Ensino Superior (IES);

  • Uma CRENÇA… a promoção dos valores e da relevância da EDCG como um sinal de resistência face ao panorama de crise e austeridade reinante e às orientações políticas, económicas e sociais dominantes.

A terceira reunião aconteceu passados outros quatro meses e, perante a realidade em termos de recursos e disponibilidades, ficou claro que inicialmente nos deveríamos focar no objetivo de sistematizar o conhecimento na área de EDCG e colocá-lo disponível e estruturado para outras pessoas interessadas, de forma a ser mais facilmente utilizado ao nível do ensino e da investigação, bem como na prática corrente dos agentes no terreno. Assim, com os meios disponíveis, nos meses seguintes conseguimos avançar com o processo de seleção bibliográfica e com a produção das primeiras fichas de leitura.

Quando, nessa altura, abriu a linha de financiamento a projetos de Educação para o Desenvolvimento (ED) do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., foi clara a vontade de se estruturar uma candidatura a esta linha de financiamento a partir da reflexão e do trabalho já feito ao longo daquele primeiro ano de colaboração informal, dando corpo à possibilidade de se sonhar com a realização de um projeto mais integrado, tendo por base as cinco perspetivas partilhadas enunciadas acima. Surgiu assim o projeto Sinergias ED: Conhecer para melhor agir – promoção da investigação sobre a ação em ED em Portugal, o qual incluía no seu processo a proposta de criação de uma revista científica digital específica na área de EDCG. Com a aprovação do projeto para cofinanciamento, fechou-se um primeiro ciclo, criando-se as condições para se começar a implementar o que se havia começado a sonhar e a ideia inicial de criação de uma revista científica foi-se desenvolvendo, completando e integrando até, por fim, se materializar na revista digital especializada, de cariz científico e com revisão por pares Sinergias – diálogos educativos para a transformação social, cujo primeiro número se lançou em dezembro de 2014, quase 3 anos depois daquela primeira reunião no tempo frio de janeiro de 2012.

Resistência

Ao longo das diversas edições do projeto Sinergias ED e destes 20 números da revista Sinergias, muitos foram os questionamentos e a necessidade de tomada de decisões com o objetivo de tornar intencionais as opções por uma prática que identificamos como coerentes com os princípios e os valores da EDCG, e que lhe conferem a marca distintiva que lhe é atribuída – a de ser um espaço de acolhimento, aberto à experimentação e à pluralidade, visibilizando alternativas e resistências face a um status quo desequilibrado e promotor de injustiças.

Logo no início, destacam-se alguns desses questionamentos e as opções que foram sendo tomadas:

  • a escolha do título da revista, introduzindo-se a palavra diálogos como indicador da forma proposta para a construção de conhecimento – em colaboração – e optando-se pela utilização da expressão transformação social enquanto conceito mais amplo e, portanto, mais inclusivo de uma pluralidade de propostas de alternativas, chegadas de diferentes geografias, com o objetivo último da transformação social, não fechando apenas a conceitos eurocêntricos como o de ED;

  • a opção pelo acesso gratuito à revista, tendo por objetivo a sua máxima disseminação e acessibilidade;

  • a diversidade de línguas nas quais se decidiu aceitar a submissão dos textos (português, inglês e espanhol), como resposta à hegemonia da língua inglesa na produção do conhecimento científico;

  • a composição do Conselho Científico e do Conselho Editorial da revista, não só por investigadoras e investigadores com experiência na área da EDCG, mas também por atores da sociedade civil de reconhecida valência nas suas práticas, numa relação horizontal, procurando assim ligar as áreas da investigação e da ação;

  • a opção explícita pela publicação de textos de diferentes naturezas, com origem quer na academia quer noutros contextos geradores de conhecimento, questionando a elevação do conhecimento científico como único capaz de alcançar a verdade, subestimando outras formas de conhecimento.

 

Este longo caminho de mais de 12 anos da revista e de 20 números publicados levantou, naturalmente, um conjunto de outras questões, dimensões e algumas encruzilhadas que julgamos interessantes partilhar.

Um dos temas recorrentes foi o da estrutura da revista. Se para algumas pessoas, a revista, dado o seu caráter científico, deveria ter uma estrutura definida e constante, para outras a revista deveria responder ao tipo de apelos e propostas que fossem surgindo, mantendo uma lógica de flexibilidade e de adaptabilidade em contraponto à rigidez formal tradicional. Dessa forma, optou-se por se manter algumas secções estruturantes, mais clássicas – como o Caderno Temático, a Entrevista, o Documento-Chave, a Recensão Crítica, as Publicações Recentes e os Resumos de Teses – mas deixando liberdade para o surgimento de outras secções que respondessem ao tipo de demandas que fossem surgindo, como foram caso das secções de Outros Artigos, de Práticas e de Debate. Surgem ainda revistas resultantes dos Encontros Internacionais promovidos pelo projeto, cuja estrutura também foi adaptada a esse diferente contexto.

Nos primeiros números, e porque inicialmente se tinha uma ideia clara dos autores e autoras que se queriam “trazer” para a EDCG em Portugal, iniciou-se um processo por convite, ou seja, os artigos surgiam por contacto e “encomenda” direta. No entanto, com o passar dos números, sentimos que, sobretudo para a secção Caderno Temático, seria importante iniciar-se um processo de abertura pública de convite de artigo, democratizando assim o acesso à participação. Apesar do risco, esta alteração acabou por ter resultados surpreendentes, uma vez que se começaram a receber textos de diversas partes do mundo, com uma predominância da América Latina, coerente com a possibilidade de publicação em língua portuguesa e língua espanhola.

Estes resultados positivos foram reflexo e, simultaneamente, prova do facto de o alcance internacional da revista ter ultrapassado as melhores perspetivas iniciais. Para tal terá tido importância a proposta diferenciadora da revista, nomeadamente no que respeita à diversidade de línguas de publicação, mas também não terá sido alheio o posicionamento assumido logo nos primeiros anos da revista Sinergias enquanto desafiadora e promotora de ligação e trabalho conjunto entre revistas semelhantes publicadas noutros países, abraçando uma lógica colaborativa em vez de competitiva e abrindo espaços de oportunidade para se “fazer diferente”. Espelho deste posicionamento foi a promoção pioneira de um encontro entre revistas, aproveitando-se a realização do 1º Encontro internacional do projeto Sinergias ED, bem como a concretização de dois números da Sinergias em articulação com algumas dessas revistas científicas.

A partir da 3.ª edição do projeto Sinergias ED (2018–2020), o projeto assumiu a ideia de Comunidade, emergente desde a avaliação da 1.ª edição. O projeto passou de uma estrutura mais centrada na equipa para uma estrutura mais democrática, em torno a Grupos de Trabalho Colaborativo temáticos, aos quais cada membro desta comunidade é convidado ou convidada a aderir, estabelecendo cada grupo, de forma colaborativa, os seus objetivos anuais e os seus processos de colaboração e aprendizagem. Um dos Grupos de Trabalho Colaborativo criado foi o do Conhecimento, na 4.ª edição (2020–2023) alterado para Reflexão e Ação em torno da Revista Sinergias, o qual, entre outras coisas, tinha como responsabilidade a edição da revista. Nesta fase aprofundam-se os questionamentos, avançando-se com novas propostas e modelos.

Um dos principais debates abordou as limitações do formato da linguagem hegemónica utilizada nos processos de produção, validação e disseminação do conhecimento, geralmente a escrita. Desta forma, assumiu-se uma procura cada vez mais coerente com os desígnios da EDCG, promovendo-se a publicação de diferentes linguagens, sejam elas o vídeo, a poesia ou outras de caráter mais visual, numa lógica e busca de enriquecimento da comunicação científica, dando-lhe maior diversidade e promovendo uma maior acessibilidade.

Outra das preocupações do grupo foi o de alinhar o modelo de revisão por pares com os princípios e valores da própria revista, tornando-o um modelo mais dialógico, inclusivo e pedagógico. A revista Sinergias, afirmando querer ser um espaço de diálogo entre a academia e a sociedade civil, um lugar onde o conhecimento produzido nas suas organizações e nas práticas educativas de terreno tivesse a mesma legitimidade que o conhecimento produzido nas instituições de ensino superior, no entanto, acabava por privilegiar a academia no seu processo de validação dos textos submetidos. A revista não se podia contentar com questionar, nos seus artigos, a hierarquia entre saberes académicos e não académicos, se essa mesma hierarquia continuava a estruturar a forma como validava o que publicava. Após debates intensos e de forma a valorizar todos os saberes e formas de conhecimento, estabeleceu-se um novo modelo de revisão por pares, no qual as duas pessoas selecionadas para a revisão – os pares – passaram a ser de campos de ação distintos, para uma visão mais complementar – da academia e da sociedade civil – e para uma maior coerência entre a produção de conhecimento e a sua validação.

Para além disso, porque nos assumimos num processo de aprendizagem e de facilitação de aprendizagens e porque vemos a relevância e o potencial de incluir contribuições de autores e autoras menos experientes na escrita científica, abriu-se no processo de revisão uma terceira possibilidade (para além da aceitação e da rejeição) singular. Quando o par revisor identifica um texto que, não cumprindo ainda os requisitos formais de um artigo científico, revela potencial e traz contribuições relevantes, o autor ou a autora é informada/o da possibilidade de embarcar num processo de reescrita acompanhada. Apesar de o processo ser pesado para o Conselho Editorial e, por isso, apenas ter tido lugar em momentos determinados, foi considerado enquanto aposta consciente e intencional numa forma de fazer que serve os propósitos que a revista anuncia.

A indexação da revista Sinergias foi também um dos temas alvo de reflexão ao longo das edições do projeto. Indexar uma revista implica escolher em que sistema de classificação ela quer ser reconhecida, e esses sistemas não são neutros. Em cima da mesa esteve sempre a discussão sobre o duplo e antagónico papel que a indexação pode ter. Por um lado, a indexação pode ser entendida como cumplicidade com a lógica de mercantilização do conhecimento. Os grandes índices bibliométricos, com os seus rankings e fatores de impacto, têm contribuído para transformar a produção científica num jogo de competição onde vence quem publica mais nas revistas mais cotadas, independentemente da relevância social do que se publica. A revista Sinergias, comprometida com a democratização do conhecimento, teria boas razões para ficar de fora desse sistema. Por outro lado, não indexar é também uma forma de invisibilidade. Uma revista que não aparece nos índices de referência é uma revista que os investigadores e as investigadoras não encontram quando fazem as suas pesquisas, que as bibliotecas não subscrevem, que não chega a potenciais autoras/es e leitoras/es fora das redes já existentes. A democratização do conhecimento passa, também, pela disseminação e pelo acesso efetivo. Após uma aprofundada reflexão, optou-se, de acordo com todos os princípios e linha editorial da revista, submeter a revista a dois índices: ao DOAJ – Directory of Open Access Journals e ao ERIH PLUS, pertencente ao Norwegian Directorate for Higher Education and Skills. Ambos são índices de acesso aberto, sem rankings bibliométricos, comprometidos com a ideia de que o conhecimento científico deve ser livremente acessível.

Os processos de submissão e registo nestas bases de dados tiveram uma consequência não prevista mas bem-vinda, pois contribuíram para tornarmos mais explícitos os valores e princípios de acesso aberto inerentes à revista, como, por exemplo, incluir a licença Creative Commons, deixando mais clara a política de utilização dos textos.

Celebração

Este número comemorativo convida-nos a parar para olhar para trás e celebrar um caminho. Um caminho marcado pela esperança de tentar construir, coletivamente, uma revista científica que questione, debata e tente não reproduzir os mesmos mecanismos de poder que critica.

Para além dos conteúdos ligados à Transformação Social, procuramos, constantemente, interrogar-nos criticamente sobre os modos de funcionamento da escrita científica, buscando e experimentando caminhos alternativos. Quem escreve? Quem valida? Quem lê? Quem fica de fora? Que linguagens são reconhecidas? Que saberes são legitimados? Que relações de poder se reproduzem, mesmo quando se procura combatê-las?

Os caminhos encontrados são necessariamente experimentais e testemunhos de um caminho de busca de coerência. Os vários números editados são resultado de processos reflexivos questionadores que, invariavelmente, originaram vários momentos críticos. Procuramos ver estes momentos como possibilidades de aprendizagem lançadas à Comunidade. Com eles aprendemos: i) que as aprendizagens mais significativas nem sempre estão expressas nos resultados finais, mas acontecem exatamente no diálogo entre processos e produtos; ii) que a revista Sinergias é um espelho da diversidade (de atores, de metodologias, de formatos, de pensamentos) que o projeto Sinergias ED abraça e que estes processos vão moldando a revista; iii) que a revista é um espaço de reflexão sobre alternativas que importam aos campos da EDCG, que se impõe numa atualidade onde os desafios políticos, económicos e sociais se mantêm prementes; iv) e que um dos traços de identidade da revista é a sua afirmação pela diferença num contexto de cada vez maior mercantilização do conhecimento, subordinado às lógicas de poder dominantes.

Olhando para o futuro, reconhecemos que nenhuma destas questões está encerrada. Pelo contrário, num tempo marcado por desigualdades persistentes, desacreditação dos processos democráticos, crises ecológicas, guerras, discursos de ódio e novas formas de exclusão, a necessidade de espaços críticos, plurais e acessíveis continua a ser tão urgente como no momento em que a revista foi imaginada.

É por isso que celebrar, para nós, é também resistir. Resistir à pressa, à competição, à invisibilização de saberes, à hierarquização rígida entre quem pensa e quem faz (até porque esta dicotomia é, em si mesma, questionável), à ideia de que o conhecimento só tem valor quando é quantificado e indexado.

Nesse sentido, este número comemorativo apresenta uma estrutura diferenciada, contendo apenas dois cadernos: um caderno ligado à “Memória e Celebração”, que, para além de contar com uma reflexão mais ampla sobre memória, aprendizagem e transformação, apresenta diversos relatos livres de pessoas ligadas à Comunidade Sinergias ED que quiseram celebrar e recordar connosco diversas experiências e sentimentos vividos no âmbito da mesma; e um caderno denominado “Resistências”, composto por textos de debate, explorando diferentes formas de Resistências para sociedades mais justas, em coerência com o pensamento do projeto Sinergias ED.

Mas celebrar é também agradecer. Agradecer a todas as pessoas que, ao longo destes 20 números, deram forma à revista: membros dos Conselhos Científico e dos Conselhos Editoriais dos vários números; autoras e autores; revisoras e revisores; membros da Comunidade Sinergias ED, em particular todas e todos que foram fazendo parte do seu Grupo de Trabalho Colaborativo Reflexão e Ação em torno da Revista Sinergias; não esquecendo todas as pessoas que leram, divulgaram, citaram, utilizaram e questionaram os textos publicados. Uma palavra de agradecimento é devida também para as instituições que foram participando e apoiando o projeto Sinergias ED e a publicação da Sinergias, a começar pelas ONGD promotoras (CEAUP e FGS), passando por várias outras instituições que se foram envolvendo cada vez mais nos vários processos a que iam sendo desafiadas, não podendo esquecer as entidades financiadoras que tornaram possível a concretização deste sonho, com especial destaque, a nível nacional, para o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (cofinanciador das 5 edições do projeto) e, a nível internacional, para a Global Education Network Europe (GENE).

Este agradecimento é inseparável do reconhecimento de que a Sinergias nunca foi obra de uma só pessoa, nem de uma só instituição. Foi-se construindo como uma teia: feita de muitos fios, alguns mais visíveis do que outros, mas todos necessários para sustentar um espaço comum. Talvez seja essa uma das imagens mais justas para fechar este editorial –  a revista como teia de relações, aprendizagens e compromisso, como lugar onde diferentes vozes se encontram para pensar, em conjunto, formas mais justas, democráticas e solidárias de habitar o mundo.

Chegar a este número não significa, por isso, chegar a um ponto final. Significa renovar a disposição de continuar a escutar, continuar a questionar, continuar a aprender, continuar a abrir espaço a outras vozes, outras linguagens e outros modos de produzir conhecimento. Celebramos o caminho percorrido com gratidão. Mas celebramo-lo, sobretudo, como compromisso com o caminho que ainda falta fazer.

Jorge Cardoso & La Salete Coelho,
Membros da Comunidade Sinergias ED, cofundadores do projeto e da
Revista Sinergias – diálogos educativos para a transformação social

 

When, in January 2012, the Centre for African Studies of the University of Porto (CEAUP) and the Fundação Gonçalo da Silveira (FGS) met for the first time, the most immediate horizon of work seemed to be the possibility that a researcher from CEAUP might be interested in systematising the experience of FGS’s first five years of work in Development Education and Global Citizenship (DGCE), helping to build its working memory in this area, essentially related to intervention in the school setting. However, within the first few minutes of conversation, this agenda shifted towards two broader and interconnected themes: the first concerned the theoretical and conceptual questions related to DGCE and the need for these to be more thoroughly worked through and deepened by actors in the Development field; the second was related to the lack of recognition of DGCE in Portugal, not only within Academia, but also within the NGDOs themselves. At that point, a hypothesis emerged linking the two questions: could the lack of knowledge production and scientific reflection in this area, in our country, be one of the causes of this lack of recognition? Within this framework, several ideas began to emerge, still in a rough form, one of them related to the possibility of CEAUP’s scientific journal, Africana Studia, beginning to include articles on DGCE and eventually dedicating one of its issues to this theme.

Despite the enthusiasm generated by the meeting, the informality of the process and the limited availability of those involved, combined with geographical distance, meant that the second meeting only took place four months later. Even so, the importance of the theme had left no one indifferent and, quite naturally, it was possible to reach a systematisation of shared ideas and objectives and even sketch out a first “action plan” for working on DGCE at the level of teaching and academic research, which was later developed remotely – it was at that point that the idea of creating a digital scientific journal on DGCE first emerged. In addition to sketching out this plan, the fundamental importance of integrating the active participation of non-European visions and perspectives was reinforced, as was the intention for the process to strengthen DGCE as a promoter of alternatives, taking on a counter-power role – form/process is content.

At that time, in the midst of the implementation of the Memorandum of Economic and Financial Policies, commonly known as the Troika Plan, we were united by the wish for a path grounded in shared perspectives:

  • A VISION… the relevance of DGCE in the context of our current society;

  • A NEED… the deepening of scientific research in DGCE and a stronger connection between higher education and civil society;

  • A RECOGNITION… the importance of using alternative methodologies for the joint creation of knowledge and of horizontal, collaborative logics of reflection, for the transformation and increased credibility of actions on the ground;

  • A HOPE… the opening of spaces for creating relationships of learning and mutual reinforcement between the actions of Civil Society Organisations (CSOs) and Higher Education Institutions (HEIs);

  • A BELIEF… the promotion of the values and relevance of DGCE as a sign of resistance in the face of the prevailing landscape of crisis and austerity and of the dominant political, economic and social orientations.

The third meeting took place another four months later and, given the reality in terms of resources and availability, it became clear that we should initially focus on the objective of systematising knowledge in the field of DGCE and making it available and structured for other interested people, so that it could be more easily used in teaching and research, as well as in the day-to-day practice of actors on the ground. Thus, with the means available, over the following months we were able to move forward with the process of bibliographic selection and the development of the first reading files.

When, at that time, the funding line for Development Education (DE) projects opened up through Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., there was a clear wish to put together an application to this funding line based on the reflection and work already carried out over that first year of informal collaboration, giving shape to the possibility of dreaming up a more integrated project, based on the five shared perspectives outlined above. This is how the project Sinergias ED: Knowing in order to act better – promoting research on DE action in Portugal came about, which included in its process the proposal to create a specific digital scientific journal in the field of DGCE. With the project’s approval for co-financing, a first cycle came to a close, creating the conditions to start implementing what had begun to be dreamed of, and the initial idea of creating a scientific journal continued to develop, be completed and be integrated until it finally took shape as the specialised, peer-reviewed digital journal Sinergias – educational dialogues for social change, whose first issue was launched in December 2014, almost three years after that first meeting in the cold days of January 2012.

Resistance

Throughout the various editions of the Sinergias ED project and these 20 issues of the Sinergias journal, there have been many questions and decisions that needed to be made in order to render intentional the choices for a practice that we identify as coherent with the principles and values of DGCE, and which give it the distinctive mark attributed to it – that of being a welcoming space, open to experimentation and plurality, giving visibility to alternatives and forms of resistance in the face of an unbalanced status quo that promotes injustice.

Right from the start, some of these questions and the choices that were made stand out:

  • the choice of the journal’s title, introducing the word dialogues as an indicator of the proposed way of creating knowledge – collaboratively – and opting for the use of the expression social transformation as a broader and therefore more inclusive concept of a plurality of alternative proposals, coming from different geographies, with the ultimate goal of social transformation, not confining itself solely to Eurocentric concepts such as that of DE;

  • the choice of free access to the journal, with the aim of achieving maximum dissemination and accessibility;

  • the diversity of languages in which it was decided to accept the submission of texts (Portuguese, English and Spanish), as a response to the hegemony of the English language in the production of scientific knowledge;

  • the composition of the journal’s Scientific Council and Editorial Board, made up not only of researchers with experience in the field of DGCE, but also of civil society actors of recognised standing in their practices, in a horizontal relationship, thus seeking to connect the fields of research and action;

  • the explicit choice to publish texts of different natures, originating both from academia and from other knowledge-generating contexts, questioning the elevation of scientific knowledge as the only kind capable of reaching the truth, thereby underestimating other forms of knowledge.

 

This long journey of more than 12 years of the journal and 20 published issues has naturally raised a number of other questions, dimensions and crossroads that we believe are worth sharing.

One of the recurring themes was the structure of the journal. While for some, given its scientific nature, the journal should have a defined and constant structure, for others the journal should respond to the type of calls and proposals that arose, maintaining a logic of flexibility and adaptability as a counterpoint to traditional formal rigidity. As a result, it was decided to keep some more classic, structuring sections – such as the Thematic Dossier, the Interview, the Key Document, the Critical Review, Recent Publications and Thesis Abstracts – while leaving room for other sections to emerge in response to the type of demands that arose, as was the case with the sections Other Articles, Practices and Debate. Issues also emerged from the International Meetings promoted by the project, whose structure was likewise adapted to that different context.

In the early issues, and because there was initially a clear idea of the authors we wanted to “bring” into DGCE in Portugal, a process began by invitation, that is, articles were commissioned through direct contact and requests. However, as the issues went by, we felt that, especially for the Thematic Dossier section, it would be important to begin a process of publicly opening up the call for articles, thereby democratising access to participation. Despite the risk, this change ended up producing surprising results, since texts began to be received from different parts of the world, with a predominance from Latin America, consistent with the possibility of publishing in Portuguese and Spanish.

These positive results were both a reflection and, at the same time, proof of the fact that the journal’s international reach had exceeded the best initial expectations. Contributing to this was the journal’s distinctive proposal, particularly with regard to the diversity of publication languages, but also the stance adopted right from the early years of the Sinergias journal as a challenger and promoter of connection and joint work between similar journals published in other countries, embracing a collaborative rather than competitive logic and opening up spaces of opportunity to “do things differently”. A reflection of this stance was the pioneering promotion of a meeting between journals, making use of the 1st International Meeting of the Sinergias ED project, as well as the production of two issues of Sinergias in joint articulation with some of these scientific journals.

From the 3rd edition of the Sinergias ED project (2018-2020) onwards, the project embraced the idea of Community, which had emerged from the evaluation of the 1st edition. The project moved from a structure more centred on the team to a more democratic structure, organised around thematic Collaborative Working Groups, which each member of this community is invited to join, with each group collaboratively establishing its annual objectives and its processes of collaboration and learning. One of the Collaborative Working Groups created was the Knowledge group, which in the 4th edition (2020-2023) was renamed Reflection and Action around the Sinergias Journal, which, among other things, was responsible for editing the journal. In this phase, the questioning deepened, with new proposals and models being put forward.

One of the main debates addressed the limitations of the hegemonic language format used in the processes of knowledge production, validation and dissemination, generally writing. In this way, an increasingly coherent pursuit of the aims of DGCE was undertaken, promoting the publication of different languages, be it video, poetry or other more visual forms, in a logic and search for enriching scientific communication, giving it greater diversity and promoting greater accessibility.

Another of the group’s concerns was to align the peer review model with the journal’s own principles and values, making it a more dialogical, inclusive and pedagogical model. The Sinergias journal, which claims to want to be a space for dialogue between academia and civil society, a place where knowledge produced in organisations and in educational practices on the ground would have the same legitimacy as knowledge produced in higher education institutions, ended up privileging academia in its process of validating submitted texts. The journal could not be content with questioning, in its articles, the hierarchy between academic and non-academic knowledge, if that same hierarchy continued to structure the way it validated what it published. After intense debate, and in order to value all forms of knowledge, a new peer review model was established, in which the two people selected for review – the peers – came from distinct fields of action, for a more complementary vision – from academia and from civil society – and for greater coherence between the production of knowledge and its validation.

Furthermore, because we see ourselves as being in a process of learning and of facilitating learning, and because we recognise the relevance and potential of including contributions from authors less experienced in scientific writing, a third, singular possibility was opened up in the review process (in addition to acceptance and rejection). When the reviewing peer identifies a text that, while not yet meeting the formal requirements of a scientific article, reveals potential and brings relevant contributions, the author is informed of the possibility of embarking on a supported rewriting process. Although this process is demanding for the Editorial Board and has therefore only taken place at certain moments, it has been regarded as a conscious and intentional commitment to a way of doing things that serves the purposes the journal proclaims.

The indexing of the Sinergias journal was also one of the themes reflected upon throughout the project’s editions. Indexing a journal means choosing which classification system it wants to be recognised in, and these systems are not neutral. On the table was always a discussion about the dual and contradictory role indexing can play. On the one hand, indexing can be understood as complicity with the logic of commodifying knowledge. The major bibliometric indices, with their rankings and impact factors, have contributed to turning scientific production into a competitive game in which whoever publishes most in the most highly rated journals wins, regardless of the social relevance of what is published. The Sinergias journal, committed to the democratisation of knowledge, would have good reasons to stay outside this system. On the other hand, not being indexed is also a form of invisibility. A journal that does not appear in reference indexing databases is a journal that researchers do not find when carrying out their searches, that libraries do not subscribe to, that does not reach potential authors and readers beyond already existing networks. The democratisation of knowledge also depends on dissemination and effective access. After in-depth reflection, and in line with all the journal’s principles and editorial line, it was decided to submit the journal to two indices: DOAJ – Directory of Open Access Journals, and ERIH PLUS, belonging to the Norwegian Directorate for Higher Education and Skills. Both are open-access journal indexes, without bibliometric rankings, committed to the idea that scientific knowledge should be freely accessible.

The processes of submission and registration in these databases had an unforeseen but welcome consequence, as they helped to make more explicit the open-access values and principles inherent to the journal, such as, for example, including the Creative Commons licence, making the policy on the use of texts clearer.

Celebration

This commemorative issue invites us to pause, look back and celebrate a journey. A journey marked by the hope of trying to collectively build a scientific journal that questions, debates and tries not to reproduce the very power mechanisms it criticises.

Beyond the content linked to Social Transformation, we constantly seek to critically question ourselves about the ways in which scientific writing operates, seeking out and experimenting with alternative paths. Who writes? Who validates? Who reads? Who is left out? Which languages are recognised? Which forms of knowledge are legitimised? Which power relations are reproduced, even when we try to combat them?

The paths found are necessarily experimental and are testimonies to a journey in search of coherence. The various issues published are the result of questioning, reflective processes that invariably gave rise to various critical moments. We try to see these moments as opportunities for learning offered to the Community. From them we have learned: i) that the most significant learning is not always expressed in final results, but happens precisely in the dialogue between processes and products; ii) that the Sinergias journal is a mirror of the diversity (of actors, methodologies, formats, ways of thinking) that the Sinergias ED project embraces, and that these processes go on shaping the journal; iii) that the journal is a space for reflection on alternatives that matter to the fields of DGCE, which asserts itself in a present in which political, economic and social challenges remain pressing; iv) and that one of the journal’s traits of identity is its affirmation through difference in a context of ever-increasing commodification of knowledge, subordinated to dominant logics of power.

Looking to the future, we recognise that none of these questions is closed. On the contrary, in a time marked by persistent inequalities, the discrediting of democratic processes, ecological crises, wars, hate speech and new forms of exclusion, the need for critical, plural and accessible spaces remains as urgent as it was at the moment the journal was first imagined.

That is why, for us, to celebrate is also to resist. To resist haste, competition, the invisibilisation of knowledge, the rigid hierarchy between those who think and those who do (not least because this dichotomy is, in itself, questionable), and the idea that knowledge only has value when it is quantified and indexed.

With this in mind, this commemorative issue presents a different structure, containing only two sections: a section linked to “Memory and Celebration”, which, besides offering a broader reflection on memory, learning and transformation, presents various free-form accounts from people connected to the Sinergias ED Community who wished to celebrate and recall with us various experiences and feelings lived within it; and a section entitled “Resistances”, made up of debate texts exploring different forms of Resistance for fairer societies, in keeping with the thinking of the Sinergias ED project.

But to celebrate is also to give thanks. To thank all the people who, over these 20 issues, have given shape to the journal: members of the Scientific Councils and Editorial Boards of the various issues; authors; reviewers; members of the Sinergias ED Community, particularly all those who have been part of its Reflection and Action around the Sinergias Journal Collaborative Working Group; not forgetting all the people who read, shared, cited, used and questioned the published texts. A word of thanks is also due to the institutions that have participated in and supported the Sinergias ED project and the publication of Sinergias, starting with the promoting NGDOs (CEAUP and FGS), through several other institutions that became increasingly involved in the various processes to which they were invited, and not forgetting the funding bodies that made the realisation of this dream possible, with special mention, at the national level, of Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (co-financer of the project’s 5 editions) and, at the international level, of the Global Education Network Europe (GENE).

This gratitude is inseparable from the recognition that Sinergias was never the work of a single person, nor of a single institution. It was built like a web: made up of many threads, some more visible than others, but all necessary to sustain a shared space. Perhaps this is one of the fairest images with which to close this editorial – the journal as a web of relationships, learning and commitment, as a place where different voices come together to think, jointly, about fairer, more democratic and more supportive ways of inhabiting the world.

Reaching this issue does not, therefore, mean reaching a full stop. It means renewing our willingness to keep listening, keep questioning, keep learning, keep opening space for other voices, other languages and other ways of producing knowledge. We celebrate the path travelled with gratitude. But above all, we celebrate it as a commitment to the path that is still to come.

Jorge Cardoso & La Salete Coelho
Members of the Sinergias ED Community, co-founders of the project and of the
Journal Sinergias – educational dialogues for social change

Cuando, en enero de 2012, el Centro de Estudios Africanos de la Universidad de Oporto (CEAUP) y la Fundação Gonçalo da Silveira (FGS) se reunieron por primera vez, el horizonte de trabajo más inmediato parecía ser la posibilidad de que algún o alguna investigadora del CEAUP pudiera tener interés en sistematizar la experiencia de los primeros cinco años de trabajo en Educación para el Desarrollo y la Ciudadanía Global (EDCG) de la FGS, ayudándola a construir su memoria de trabajo en esta área, esencialmente relacionada con la intervención en el ámbito escolar. Sin embargo, ya en los primeros minutos de conversación esta agenda derivó hacia dos temas más amplios e interrelacionados: el primero, sobre las cuestiones teóricas y conceptuales relacionadas con la EDCG y la necesidad de que fueran más trabajadas y profundizadas por los actores del ámbito del Desarrollo; el segundo, relacionado con la falta de reconocimiento de la EDCG en Portugal, no solo a nivel de la Academia, sino también dentro de las propias ONGD. En ese momento surgió una hipótesis que relacionaba ambas cuestiones: ¿será la falta de producción de conocimiento y de reflexión científica en esta área, en nuestro país, una de las causas de esa falta de reconocimiento? En este marco, comenzaron a surgir varias ideas, aún en bruto, una de ellas relacionada con la posibilidad de que la revista científica del CEAUP, Africana Studia, empezara a integrar artículos sobre EDCG y llegara a dedicar uno de sus números a esta misma temática.

A pesar del entusiasmo derivado de la reunión, la informalidad del proceso y la limitada disponibilidad de los participantes, sumadas a la distancia geográfica, hicieron que el segundo encuentro tuviera lugar solo cuatro meses después. Aun así, la importancia del tema no había dejado a nadie indiferente y, de forma natural, se logró llegar a una sistematización de ideas y objetivos comunes e, incluso, esbozar un primer “plan de acción” para trabajar la EDCG a nivel de la enseñanza y de la investigación académica, el cual fue posteriormente desarrollado a distancia; fue en ese momento cuando surgió, por primera vez, la idea de crear una revista científica digital en EDCG. Además del esbozo de este plan, se reforzó la importancia fundamental de integrar la participación activa de visiones y perspectivas no europeas, así como la intención de que el proceso llegara a reforzar la EDCG como promotora de alternativas, asumiendo un papel de contrapoder: forma/proceso es contenido.

En ese momento, en pleno proceso de implementación del Memorando de Políticas Económicas y Financieras, comúnmente conocido como el Plan de la Troika, nos unía el deseo de un recorrido asentado en perspectivas compartidas:

  • Una VISIÓN… la relevancia de la EDCG en el contexto de nuestra sociedad actual;

  • Una NECESIDAD… la profundización de la investigación científica en EDCG y de una mayor conexión entre la universidad y la sociedad civil;

  • Un RECONOCIMIENTO… la importancia del uso de metodologías alternativas de construcción conjunta de conocimiento y de lógicas de reflexión horizontales y colaborativas, para la transformación y la credibilización de las acciones en el terreno;

  • Una ESPERANZA… la apertura de espacios para la creación de relaciones de aprendizaje y refuerzo mutuo de las acciones de las Organizaciones de la Sociedad Civil (OSC) y de las Instituciones de Enseñanza Superior (IES);

  • Una CREENCIA… la promoción de los valores y de la relevancia de la EDCG como una señal de resistencia frente al panorama de crisis y austeridad reinante y a las orientaciones políticas, económicas y sociales dominantes.

La tercera reunión tuvo lugar cuatro meses después y, ante la realidad en términos de recursos y disponibilidad, quedó claro que inicialmente deberíamos centrarnos en el objetivo de sistematizar el conocimiento en el área de la EDCG y ponerlo a disposición, de forma estructurada, de otras personas interesadas, para que pudiera ser utilizado más fácilmente a nivel de la enseñanza y de la investigación, así como en la práctica corriente de los agentes sobre el terreno. Así, con los medios disponibles, en los meses siguientes conseguimos avanzar en el proceso de selección bibliográfica y en la producción de las primeras fichas de lectura.

Cuando, en ese momento, se abrió la línea de financiación para proyectos de Educación para el Desarrollo (ED) de Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., quedó clara la voluntad de estructurar una candidatura a esta línea de financiación a partir de la reflexión y del trabajo ya realizado a lo largo de aquel primer año de colaboración informal, dando forma a la posibilidad de soñar con la realización de un proyecto más integrado, sobre la base de las cinco perspectivas compartidas enunciadas anteriormente. Surgió así el proyecto Sinergias ED: Conocer para mejor actuar – promoción de la investigación sobre la acción en ED en Portugal, que incluía en su proceso la propuesta de creación de una revista científica digital específica en el área de la EDCG. Con la aprobación del proyecto para cofinanciación, se cerró un primer ciclo, creándose las condiciones para empezar a implementar aquello con lo que se había comenzado a soñar, y la idea inicial de crear una revista científica se fue desarrollando, completando e integrando hasta materializarse, finalmente, en la revista digital especializada, de carácter científico y con revisión por pares, Sinergias – diálogos educativos para la transformación social, cuyo primer número se lanzó en diciembre de 2014, casi 3 años después de aquella primera reunión en el frío de enero de 2012.

Resistencia

A lo largo de las diversas ediciones del proyecto Sinergias ED y de estos 20 números de la revista Sinergias, han sido muchos los cuestionamientos y la necesidad de tomar decisiones con el objetivo de hacer intencionales las opciones por una práctica que identificamos como coherente con los principios y los valores de la EDCG, y que le confieren la marca distintiva que se le atribuye: la de ser un espacio de acogida, abierto a la experimentación y a la pluralidad, visibilizando alternativas y resistencias frente a un statu quo desequilibrado y promotor de injusticias.

Desde el inicio, se destacan algunos de esos cuestionamientos y las opciones que se fueron tomando:

  • la elección del título de la revista, introduciendo la palabra diálogos como indicador de la forma propuesta para la construcción de conocimiento -en colaboración- y optando por el uso de la expresión transformación social como concepto más amplio y, por tanto, más inclusivo de una pluralidad de propuestas de alternativas, llegadas de diferentes geografías, con el objetivo último de la transformación social, sin cerrarse solo a conceptos eurocéntricos como el de ED;

  • la opción por el acceso gratuito a la revista, con el objetivo de lograr su máxima difusión y accesibilidad;

  • la diversidad de lenguas en las que se decidió aceptar la presentación de los textos (portugués, inglés y español), como respuesta a la hegemonía de la lengua inglesa en la producción de conocimiento científico;

  • la composición del Consejo Científico y del Consejo Editorial de la revista, integrados no solo por investigadoras e investigadores con experiencia en el área de la EDCG, sino también por actores de la sociedad civil de reconocida valía en sus prácticas, en una relación horizontal, buscando así vincular las áreas de la investigación y de la acción;

  • la opción explícita por la publicación de textos de diferente naturaleza, con origen tanto en la academia como en otros contextos generadores de conocimiento, cuestionando la elevación del conocimiento científico como el único capaz de alcanzar la verdad, subestimando así otras formas de conocimiento.

 

Este largo camino de más de 12 años de la revista y de 20 números publicados ha planteado, naturalmente, un conjunto de otras cuestiones, dimensiones y algunas encrucijadas que consideramos interesante compartir.

Uno de los temas recurrentes fue el de la estructura de la revista. Si para algunas personas, la revista, dado su carácter científico, debería tener una estructura definida y constante, para otras la revista debería responder al tipo de llamados y propuestas que fueran surgiendo, manteniendo una lógica de flexibilidad y adaptabilidad como contrapunto a la rigidez formal tradicional. De esta manera, se optó por mantener algunas secciones estructurantes, más clásicas -como el Cuaderno Temático, la Entrevista, el Documento Clave, la Reseña Crítica, las Publicaciones Recientes y los Resúmenes de Tesis– pero dejando libertad para el surgimiento de otras secciones que respondieran al tipo de demandas que fueran apareciendo, como fue el caso de las secciones de Otros Artículos, de Prácticas y de Debate. Surgen también números resultantes de los Encuentros Internacionales promovidos por el proyecto, cuya estructura también fue adaptada a ese contexto diferente.

En los primeros números, y porque inicialmente se tenía una idea clara de las autoras y autores que se querían “traer” a la EDCG en Portugal, se inició un proceso por invitación, es decir, los artículos surgían por contacto y “encargo” directo. Sin embargo, con el paso de los números, sentimos que, sobre todo para la sección Cuaderno Temático, sería importante iniciar un proceso de apertura pública de convocatoria de artículos, democratizando así el acceso a la participación. A pesar del riesgo, este cambio acabó teniendo resultados sorprendentes, ya que se empezaron a recibir textos de diversas partes del mundo, con predominio de América Latina, coherente con la posibilidad de publicación en lengua portuguesa y lengua española.

Estos resultados positivos fueron reflejo y, al mismo tiempo, prueba de que el alcance internacional de la revista había superado las mejores expectativas iniciales. A ello contribuyó la propuesta diferenciadora de la revista, en particular en lo que respecta a la diversidad de lenguas de publicación, pero tampoco fue ajeno a ello el posicionamiento asumido ya desde los primeros años de la revista Sinergias como desafiante y promotora de vínculos y trabajo conjunto entre revistas semejantes publicadas en otros países, abrazando una lógica colaborativa en lugar de competitiva y abriendo espacios de oportunidad para “hacer diferente”. Reflejo de este posicionamiento fue la promoción pionera de un encuentro entre revistas, aprovechando la realización del 1er Encuentro Internacional del proyecto Sinergias ED, así como la concreción de dos números de Sinergias en articulación con algunas de esas revistas científicas.

A partir de la 3.ª edición del proyecto Sinergias ED (2018-2020), el proyecto asumió la idea de Comunidad, surgida desde la evaluación de la 1.ª edición. El proyecto pasó de una estructura más centrada en el equipo a una estructura más democrática, en torno a Grupos de Trabajo Colaborativo temáticos, a los que cada miembro de esta comunidad es invitado o invitada a sumarse, estableciendo cada grupo, de forma colaborativa, sus objetivos anuales y sus procesos de colaboración y aprendizaje. Uno de los Grupos de Trabajo Colaborativo creados fue el de Conocimiento, que en la 4.ª edición (2020-2023) pasó a denominarse Reflexión y Acción en torno a la Revista Sinergias, el cual, entre otras cosas, tenía como responsabilidad la edición de la revista. En esta fase se profundizan los cuestionamientos, avanzándose con nuevas propuestas y modelos.

Uno de los principales debates abordó las limitaciones del formato del lenguaje hegemónico utilizado en los procesos de producción, validación y difusión del conocimiento, generalmente la expresión escrita. De esta forma, se asumió una búsqueda cada vez más coherente con los designios de la EDCG, promoviendo la publicación de diferentes lenguajes, ya sea el vídeo, la poesía u otros de carácter más visual, en una lógica y búsqueda de enriquecimiento de la comunicación científica, dándole mayor diversidad y promoviendo una mayor accesibilidad.

Otra de las preocupaciones del grupo fue alinear el modelo de revisión por pares con los principios y valores de la propia revista, convirtiéndolo en un modelo más dialógico, inclusivo y pedagógico. La revista Sinergias, que afirma querer ser un espacio de diálogo entre la academia y la sociedad civil, un lugar donde el conocimiento producido en sus organizaciones y en las prácticas educativas sobre el terreno tuviera la misma legitimidad que el conocimiento producido en las instituciones de enseñanza superior, terminaba, sin embargo, privilegiando a la academia en su proceso de validación de los textos presentados. La revista no podía conformarse con cuestionar, en sus artículos, la jerarquía entre saberes académicos y no académicos, si esa misma jerarquía seguía estructurando la forma en que validaba lo que publicaba. Tras intensos debates y con el fin de valorar todos los saberes y formas de conocimiento, se estableció un nuevo modelo de revisión por pares, en el cual las dos personas seleccionadas para la revisión -los pares- pasaron a proceder de campos de acción distintos, para una visión más complementaria -de la academia y de la sociedad civil- y para una mayor coherencia entre la producción de conocimiento y su validación.

Además, porque nos asumimos en un proceso de aprendizaje y de facilitación de aprendizajes, y porque vemos la relevancia y el potencial de incluir contribuciones de autoras y autores con menos experiencia en la escritura científica, se abrió en el proceso de revisión una tercera posibilidad (además de la aceptación y del rechazo) singular. Cuando el par revisor identifica un texto que, sin cumplir todavía los requisitos formales de un artículo científico, revela potencial y aporta contribuciones relevantes, se informa al autor o a la autora de la posibilidad de emprender un proceso de reescritura acompañada. Aunque el proceso resulta exigente para el Consejo Editorial y, por ello, solo ha tenido lugar en momentos determinados, ha sido considerado una apuesta consciente e intencional por una forma de hacer que sirve a los propósitos que la revista proclama.

La indexación de la revista Sinergias fue también uno de los temas objeto de reflexión a lo largo de las ediciones del proyecto. Indexar una revista implica elegir en qué sistema de clasificación quiere ser reconocida, y esos sistemas no son neutrales. Sobre la mesa estuvo siempre la discusión sobre el doble y antagónico papel que puede tener la indexación. Por un lado, la indexación puede entenderse como complicidad con la lógica de mercantilización del conocimiento. Los grandes índices bibliométricos, con sus rankings y factores de impacto, han contribuido a convertir la producción científica en un juego de competición en que gana quien publica más en las revistas mejor cotizadas, independientemente de la relevancia social de lo que se publica. La revista Sinergias, comprometida con la democratización del conocimiento, tendría buenas razones para quedar fuera de ese sistema. Por otro lado, no indexarse es también una forma de invisibilidad. Una revista que no aparece en los índices de referencia es una revista que las investigadoras y los investigadores no encuentran cuando realizan sus búsquedas, que las bibliotecas no suscriben, que no llega a potenciales autoras/es y lectoras/es fuera de las redes ya existentes. La democratización del conocimiento pasa también por la difusión y por el acceso efectivo. Tras una profunda reflexión, se optó, de acuerdo con los principios y la línea editorial de la revista, por someter la revista a dos índices: al DOAJ – Directory of Open Access Journals y al ERIH PLUS, perteneciente al Norwegian Directorate for Higher Education and Skills. Ambos son índices de acceso abierto, sin rankings bibliométricos, comprometidos con la idea de que el conocimiento científico debe ser libremente accesible.

Los procesos de presentación y registro en estas bases de datos tuvieron una consecuencia no prevista pero bienvenida, pues contribuyeron a hacer más explícitos los valores y principios de acceso abierto inherentes a la revista, como, por ejemplo, incluir la licencia Creative Commons, dejando más clara la política de utilización de los textos.

Celebración

Este número conmemorativo nos invita a detenernos, mirar atrás y celebrar un camino. Un camino marcado por la esperanza de intentar construir, colectivamente, una revista científica que cuestione, debata y trate de no reproducir los mismos mecanismos de poder que critica.

Más allá de los contenidos vinculados a la Transformación Social, buscamos, constantemente, interrogarnos críticamente sobre los modos de funcionamiento de la producción científica, buscando y experimentando caminos alternativos. ¿Quién escribe? ¿Quién valida? ¿Quién lee? ¿Quién queda fuera? ¿Qué lenguajes son reconocidos? ¿Qué saberes son legitimados? ¿Qué relaciones de poder se reproducen, incluso cuando se busca combatirlas?

Los caminos encontrados son necesariamente experimentales y testimonios de un recorrido en busca de coherencia. Los diversos números editados son resultado de procesos reflexivos y cuestionadores que, invariablemente, dieron lugar a varios momentos críticos. Procuramos ver estos momentos como posibilidades de aprendizaje ofrecidas a la Comunidad. Con ellos aprendimos: i) que los aprendizajes más significativos no siempre están expresados en los resultados finales, sino que ocurren precisamente en el diálogo entre procesos y productos; ii) que la revista Sinergias es un espejo de la diversidad (de actores, de metodologías, de formatos, de pensamientos) que el proyecto Sinergias ED abraza, y que estos procesos van moldeando la revista; iii) que la revista es un espacio de reflexión sobre alternativas que importan a los campos de la EDCG, y que se impone en una actualidad en la que los desafíos políticos, económicos y sociales se mantienen apremiantes; iv) y que uno de los rasgos de identidad de la revista es su afirmación por la diferencia en un contexto de creciente mercantilización del conocimiento, subordinado a las lógicas de poder dominantes.

Mirando hacia el futuro, reconocemos que ninguna de estas cuestiones está cerrada. Por el contrario, en un tiempo marcado por desigualdades persistentes, el descrédito de los procesos democráticos, crisis ecológicas, guerras, discursos de odio y nuevas formas de exclusión, la necesidad de espacios críticos, plurales y accesibles sigue siendo tan urgente como en el momento en que la revista fue imaginada.

Por eso, celebrar, para nosotros, es también resistir. Resistir a la prisa, a la competición, a la invisibilización de saberes, a la jerarquización rígida entre quienes piensan y quienes hacen (hasta porque esta dicotomía es, en sí misma, cuestionable), a la idea de que el conocimiento solo tiene valor cuando es cuantificado e indexado.

En este sentido, este número conmemorativo presenta una estructura diferenciada, conteniendo solo dos cuadernos: un cuaderno ligado a “Memoria y Celebración”, que, además de ofrecer una reflexión más amplia sobre memoria, aprendizaje y transformación, presenta diversos relatos libres de personas vinculadas a la Comunidad Sinergias ED que quisieron celebrar y recordar con nosotros diversas experiencias y sentimientos vividos en su seno; y un cuaderno denominado “Resistencias”, compuesto por textos de debate que exploran diferentes formas de Resistencias para sociedades más justas, en coherencia con el pensamiento del proyecto Sinergias ED.

Pero celebrar es también agradecer. Agradecer a todas las personas que, a lo largo de estos 20 números, dieron forma a la revista: miembros de los Consejos Científicos y de los Consejos Editoriales de los diversos números; autoras y autores; revisoras y revisores; miembros de la Comunidad Sinergias ED, en particular todas y todos los que fueron formando parte de su Grupo de Trabajo Colaborativo Reflexión y Acción en torno a la Revista Sinergias; sin olvidar a todas las personas que leyeron, difundieron, citaron, utilizaron y cuestionaron los textos publicados. Una palabra de agradecimiento es debida también a las instituciones que fueron participando y apoyando el proyecto Sinergias ED y la publicación de Sinergias, empezando por las ONGD promotoras (CEAUP y FGS), pasando por varias otras instituciones que se fueron involucrando cada vez más en los distintos procesos a los que fueron siendo convocadas, sin poder olvidar a las entidades financiadoras que hicieron posible la concreción de este sueño, con especial mención, a nivel nacional, a Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (cofinanciador de las 5 ediciones del proyecto) y, a nivel internacional, a la Global Education Network Europe (GENE).

Este agradecimiento es inseparable del reconocimiento de que Sinergias nunca fue obra de una sola persona, ni de una sola institución. Se fue construyendo como una telaraña: hecha de muchos hilos, algunos más visibles que otros, pero todos necesarios para sostener un espacio común. Tal vez sea esta una de las imágenes más justas para cerrar este editorial: la revista como red de relaciones, aprendizajes y compromiso, como lugar donde diferentes voces se encuentran para pensar, en conjunto, formas más justas, democráticas y solidarias de habitar el mundo.

Llegar a este número no significa, por tanto, llegar a un punto final. Significa renovar la disposición de seguir escuchando, seguir cuestionando, seguir aprendiendo, seguir abriendo espacio a otras voces, otros lenguajes y otros modos de producir conocimiento. Celebramos el camino recorrido con gratitud. Pero lo celebramos, sobre todo, como compromiso con el camino que aún queda por hacer.

Jorge Cardoso & La Salete Coelho
Miembros de la Comunidad Sinergias ED, cofundadores del proyecto y de la
Revista Sinergias – diálogos educativos para la transformación social

Nota introdutória

Memória, aprendizagem, transformação social: contributo para uma celebração – Luísa Teotónio Pereira

 

Memória

O Projeto Sinergias ED: mapeamento de mais de uma década de produção de conhecimento em Educação para o Desenvolvimento em Portugal – Sara Borges, Sara Monteiro, Carlota Quintão e Andreia Reis

Mapear um campo em construção: contributos do Multilingual Global Education Digest – Andreia Reis, Dalila Pinto Coelho, Francisco Parrança-da-Silva, Joana Costa, La Salete Coelho e Mónica Lourenço

EDCG quê?: um processo de construção conjunta de roteiros digitais no quadro do projeto Sinergias ED – Sandra Fernandes

O lugar que a viagem permite alcançar: possibilidades através da expressão cartonera – Albertina Raposo e Ana Piedade

 

Celebração

Sinergias ED: uma memória para o futuro – Alfredo Gomes Dias

Roteiro pessoal de EDCG: de onde parto, o mundo que queremos ou pela mão da La Salete – Ana Poças

Educação para a Diversidade, Justiça e Cidadania Global: diálogos sinergéticos entre leituras (in)comuns – Andreia Reis e Sara Monteiro

Entrar, ficar e multiplicar: três pequenas histórias de pegadas transformativas – Betina Lopes, Sara Diogo e Mariana RP Alves

Os fios que me ligam ao Sinergias – Eliana Madeira

Sinergias: um tecido colectivo onde reexistimos – Graça Rojão

Caminhando se faz o caminho… – Laure de Witte

Sinergias: Um Espaço de Encontro, Aprendizagem e Transformação – Maria Coelho Rosa

Animar Sinergias – Mário Montez

Estarmos em conjunto, sentirmo-nos parte – e celebrar! – Sandra Oliveira

Nota introdutória

Costurar a vida: memória, cuidado e educação crítica e emancipadora – Vanessa Marcos

Educar contra o medo: o antifascismo como casa comum da democracia – Coletivo da “Internacional Antifascista de Educação (IAdE)”

La universidad como espacio de resistencia: hacia un rediseño ontológico para la justicia social y ambiental – Alejandra Boni, Melanie Walker e Fennella Somerville

Caderno de notas da MICAR, Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista – SOS Racismo

Sembrar en las grietas: resistencias pedagógicas frente al tecnosolucionismo – Unai Villena

Educação em Situações de Emergência: Reflexões sobre Caminhos para a Transformação Social em Contextos de Crise – Andreia Soares e Júlio Santos

Evaluando lo invisible: resistencias pedagógicas o el arte de “abrir grietas” en la arquitectura global del desarrollo – María José Vázquez-De Francisco, Ma. Luz Ortega Carpio, José Ma. Barroso Tristán e Adriana Gaviria Dugand

(Re)Centring Complicity and Coloniality in Critical Global Citizenship Education in Europe – Marta da Costa e Karen Pashby

Developing a Pedagogy of Resistance in Development Education – Stephen McCloskey

Perspectives on a Martyred Nation: Historical Memory as a Resistance Tool in Algeria – Mourad Aty

Entre o território e a utopia: economia solidária e educação transformadora em diálogo – Conversa com Ana Dubeux e Jordi Estivill

Quest for inclusive dialogue and negotiations: using the potential of AI for the Earth and hope – Elina Lehtomäki

Agroecologizar, para esperançar futuros possíveis – José Nunes da Silva

Building Hope in an Era of Noise: Critical Pedagogy, Slow Resistance, and Youth Activism – Mari-Anne Okkolin, Elina Elme, Helena Korpela, Elina Lauttamäki, Hertta Pasanen and Anu Railasto-Moran

Resistance of Hope: A Pedagogical Response to the Politics of Fear – Massimiliano Tarozzi

Quando te faltar a esperança, olha para o lado – Mafalda Infante

Resistência do Cuidado ou Como Cuidar é Resistir – Teresa Toldy

Quando fujo, vou ao encontro: Intercessão como ato de compromisso interno – Mamadu Alimo Djaló

Global Education as a space of resistance and defence of social and climatic justice, equality and global solidarity – Liam Wegimont e Ana Larcher

Nome da Revista

“Sinergias – diálogos educativos para a transformação social”.

Propriedade

Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) e Fundação Gonçalo da Silveira (FGS), no âmbito do projeto Sinergias ED: potenciar a capacidade transformadora das relações e aprendizagens colaborativas entre agentes de ação e investigação em Educação para o Desenvolvimento, cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e apoiado pela Reitoria da Universidade do Porto.

Periodicidade

Semestral.

Grafismo e Paginação

Megaklique e Cláudia Pereira.

Edição

Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) e Fundação Gonçalo da Silveira (FGS).

Conselho Científico

Ana Dubeux (Univ. Federal Rural de Pernambuco. BR); Antónia Barreto (Escola Superior de Educação e Ciências Sociais – Inst. Politécnico de Leiria. PT); Carmen Rosa García Ruiz (Univ. de Málaga. ES); Dalila Pinto Coelho (Centro de Investigação e Intervenção Educativas – Univ. do Porto. PT); Elina Lehtomäki (Univ. of Oulu. FI); Filipe Martins (Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano – Univ. Católica Portuguesa; Rede Inducar. PT); Frances Hunt (Development Education Research Centre – Univ. College London. UK); Karen Pashby (Education and Social Research Institute – Manchester Metropolitan Univ. UK); Karla Del Carpio (Univ. of Northern Colorado. USA); La Salete Coelho (Centro de Estudos Africanos – Univ. do Porto e Escola Superior de Educação – Inst. Politécnico de Viana do Castelo. PT); Liam Wegimont (Global Education Network Europe. IE); Maria Helena Salema (Inst. de Educação – Univ. Lisboa. PT); Miguel de Barros (CESA – Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral. GW); Mourad Aty (University of Guelma. DZ e Centro de Estudos Africanos da Univ. do Porto. PT); José Nunes da Silva (Univ. Federal Rural de Pernambuco. BR); Oscar Jara (Centro de Estudios y Publicaciones Alforja. CR); Tania Ramalho (SUNY Oswego. USA; Univ. of Oulu. FI).

Conselho Editorial

Andreia Reis, Bernardo Providência, Graça Rojão, Joana Costa, Laure De Witte, Mónica Lourenço, Sara Borges, Sara Monteiro e Teresa Martins.

Avaliadores/as do presente número

Alice Perni (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação – Univ. do Porto, PT); Bernardo Providência (Escola de Arquitetura, Arte e Design – Univ. do Minho, PT); Carla Malafaia (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação – Univ. do Porto, PT); Carlota Quintão (Centro de Estudos Africanos – Univ. do Porto, PT); Cecília Peixoto Carvalho (Univ. de Trás-os-Montes e Alto Douro, PT); Danilo Cardoso Marcelino (Grupo EducAR | Educação Antirracista, PT); Eliana Madeira (Graal, PT); Filipa Alves (Casa da Esquina, PT); Franziska Mai (Fundação Gonçalo da Silveira, PT); Graça Rojão (CooLabora, CRL – Intervenção Social, PT); Inês Barbosa (Instituto de Sociologia – Univ. do Porto, PT); Joana S. Marques (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, PT); Marta da Costa (Manchester Metropolitan Univ. UK); Natália Azevedo (Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras – Univ. do Porto e Instituto de Sociologia – Univ. do Porto, PT); Rosa Carreira (CooLabora, CRL – Intervenção Social, PT); Sandra Machado (Fundação Gonçalo da Silveira, PT); Sara Monteiro (Instituto Politécnico Jean Piaget do Sul / Insight – Piaget Research Center for Ecological Human Development, PT); Tiago Porteiro (Universidade do Minho/CEHUM, PT) e Vanessa Ribeiro-Rodrigues (CICANT – Centre for Research in Applied Communication, Culture, and New Technologies – Univ. Lusófona, PT).

Traduções, revisão gráfica e de textos

Andreia Reis, Bernardo Providência, Graça Rojão, Joana Costa, Laure De Witte, Mónica Lourenço, Sara Borges, Sara Monteiro e Teresa Martins.

ISSN

ISSN 2183-4687

Revista com arbitragem científica: os artigos são da responsabilidade dos seus Autores e das suas Autoras.

Números Publicados

EDIÇÃO COMEMORATIVA