Vivemos tempos de incerteza, cansaço democrático e urgência social. Em Portugal e no Mundo, assistimos ao crescimento de discursos polarizadores, ao retrocesso de direitos e à desvalorização da escola como espaço público de emancipação. Nestes contextos, que papel podem ter a educação, a cidadania e o pensamento crítico? Como podemos transformar o presente e imaginar coletivamente futuros mais justos?
Destacamos dois artigos da secção de Debate do número 17 da Revista Sinergias que, a partir de diferentes vozes e geografias, se encontram numa mesma inquietação: como educar para a liberdade e para o futuro, quando o presente parece tão fragilizado?
No artigo escrito em língua espanhola, “Democracia y Emancipación en el Aula”, Miguel Escobar-Guerrero e Mayra Silva Estrada trazem-nos uma reflexão potente sobre o quotidiano da sala de aula como espaço de opressão e de possibilidade. A escola pode e deve ser um lugar de construção democrática, desde que se assuma como espaço de conflito, diálogo e resistência.
Já no artigo escrito em inglês, “If the present is broken, how do we fix the future together?”, os autores Mark Langdon e Mário Montez propõem um diálogo sobre o papel da Educação para o Desenvolvimento na construção de alternativas transformadoras que se fazem em conjunto, a partir da escuta, da vulnerabilidade e da imaginação política.
Democracia y Emancipación en el Aula
If the present is broken, how do we fix the future together?
Estes artigos integram a secção de Debate do número 17 da Revista Sinergias, que tem como tema Democracia(s): transformando paradigmas opressivos de poder através da Educação para o Desenvolvimento.