Caderno de notas da MICAR, Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista

SOS Racismo[1]https://sosracismo.pt/

 

Quando nos abordaram para escrever nesta edição da revista Sinergias, em março deste ano, alguns olhos brilharam: ali estava a palavra Celebração, a mesma que a equipa da Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista (MICAR) desdobra em 2026, para desenhar a programação de cinema que acontece lá pelo outono, no Batalha Centro de Cinema, na cidade do Porto. Organizada desde 2014 pelo Movimento SOS Racismo, a MICAR é uma proposta para ver e pensar Cinema. Para além das sessões e conversas, na MICAR são produzidos materiais gráficos, como livros e outra memorabilia, que caminham para além da mostra e que reclamam a urgência da luta antirracista como um trabalho interseccional, que une todas as outras minorias, do movimento queer à luta ecológica, decolonial e pelas reparações históricas. Se a Celebração que orienta este volume gira em torno do segundo número comemorativo, e se concretiza numa (segunda) edição impressa, ela serve também de pretexto para refletir sobre a Resistência – dessa necessidade de resistir celebrando.

Por isso vos escrevemos daqui, com esse orgulho de quem conta a sua história, de quem reconhece o seu privilégio e o mobiliza para o ativismo. Coisa estranha de afirmar mas, quando identificamos os privilégios em que (ainda) operamos, também nos capacitamos. Entre um direito e um dever, fazemos como nos é possível. Ativismo, na rua, a plenos pulmões, ou no sofá, que também o queremos.

No contexto da MICAR, o ativismo está no cinema que se mostra e acontece numa sala às escuras (mas muito iluminada). O ativismo está, ou o ativismo é? E quem é o ativista? Em que tempo? A MICAR são três dias, mas demoram um ano a fazer. Fazem-se muitas viagens ao passado, sempre a atirar para esses dias no futuro. Somos em equipa e, depois, estamos todas, ainda mais, a ser, nessa salinha, no último piso do Batalha. Ali encontramos ainda as outras, na tela – à frente e atrás da câmara. E isto são muitas pessoas. São muitas coisas a acontecer, a ser e a estar, muitos tempos. Muitas histórias.

Queremos usar este espaço para pensar nessas histórias: as do cinema e do ativismo. Propomos mostrar os nossos “cadernos de notas”, onde apontamos, riscamos e sublinhamos tantas das propostas que chegaram à MICAR e, quem sabe, outras que ficaram de fora. Avançamos com um texto escrito, reescrito, anotado, num processo a várias mãos, circular. Sem saber como se fechará, para, depois, se abrir.

Resistimos, celebrando as pessoas e os filmes dos primeiros 12 anos da MICAR:

Mur Murs (1981), Agnès Varda

Em 2021, desenhamos uma edição em volta das ideias Centro e Periferia. Era também aí que eu começava a participar na programação da MICAR, depois de 5 anos, mais à distância, como designer[2]Rita Ferreira trabalha entre o design e a edição. Chegou à MICAR em 2016 para ajudar com uns cartazes. Foi ficando. Um cartaz é capaz de ficar mais bonito quanto mais conectado às pessoas, aos … Continue a ler. Talvez por isso mesmo o gesto de Agnès Varda me comoveu, com um filme que me vem à cabeça recorrentemente. Entre o olhar ao longe e ao perto, a câmara que deixa entrar e a câmara que quer penetrar, Mur Murs[3]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2022/mur-murs-8-out-15h15/ é um registo luminoso de comunidade e expressão a várias mãos. Lembro-me de alguém da equipa dizer “É um filme benévolo” e, imagino, isto vinha também de uma série de edições com filmes difíceis, duros. Acredito que esse tom – esse Murmúrio – com o qual Varda foi cozendo tantas histórias, com tanto tacto e generosidade, nos abriu possibilidades para procurar celebrar também.

Meeting the Man: James Baldwin in Paris (1970/2020), Terence Dixon

Escrever sobre Meeting the Man: James Baldwin in Paris[4]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2022/meeting-the-man-james-baldwin-in-paris-9-out-15h15/ foi, mais do que um exercício crítico, um confronto em espiral, não apenas com a força do pensamento de Baldwin, mas com a instabilidade do próprio filme, feito de tensões, interrupções e desalinhamentos que recusam qualquer leitura pacificada[5]Luís Camanho chegou à equipa da MICAR  na edição de 2021.. Ao longo da escrita, tornou-se claro que não era possível manter uma distância confortável: o texto foi sendo atravessado pelas mesmas fricções que estruturam o filme, entre voz e escuta, numa atenção à sensibilidade de Baldwin, entre exposição e resistência. Escrever implicou, por isso, aceitar essa fragilidade, esse lugar de hesitação e de descentramento. Talvez por isso o texto tenha sido construído num fluxo fragmentado, insistente e em processo. Mais do que fixar um sentido, tratou-se de acompanhar um pensamento em movimento, aceitando que, perante Baldwin, não há pensamento neutro e que escrever implica sempre uma tomada de posição no interior do conflito.

In the Billowing Night (2021), Erika Etangsalé

Assisti a esse filme durante meu primeiro ano na MICAR, em 2025, já na reta final do processo de curadoria, o que foi uma experiência nova e desafiadora para mim[6]Melina ingressou recentemente na MICAR, motivada pela crença no poder do cinema para a construção de um mundo antirracista. Ela se sente profundamente tocada pelos encontros que o cinema nos … Continue a ler. A tomada de decisões coletiva leva tempo. Ao longo de meses, assistimos a filmes e moldamos uma composição conjunta, um processo fluido e vivo que pode mudar repentinamente quando surge um filme que comove a todos e redefine a agenda. In the Billowing Night[7]Sinopse e trailer disponível em: https://www.lecinemaclub.com/archives/in-the-billowing-night/ é um filme lindamente elaborado que traça o silêncio do pai da diretora após sua migração de La Réunion para a França. É também um filme sobre o próprio cinema como forma de expressão e memória, onde as palavras ficam submersas na avassaladora intensidade da vida e da dor, e através do qual se tenta reencontrar a própria linguagem. Fala de dores que gritam e das montanhas onde a resistência anticolonial continua viva em mitos poderosos.O filme acabou não sendo selecionado; não por não ser excepcional, mas por uma questão de limitações do tempo. Só posso imaginar os muitos filmes que não foram exibidos nas últimas 12 edições. De alguma forma, isso me dá esperança e me motiva: ainda há tanto cinema antirracista para compartilhar!

Fruto do Vosso Ventre (2021), Fábio Silva

Podia escrever[8]Kitty Furtado estuda Cinema Negro e é um membro orgulhoso do movimento antirracista em Portugal. Depois de alguns encontros pontuais, chegou à equipa da MICAR em 2024. sobre Time to Change (2024) de Pocas Pascoal ou sobre Sabura (2025) de Falcão Nhaga, entre outras pérolas curtas do cinema Negro em Portugal, que mostrámos na MICAR. Escolho, porém, Fruto do Vosso Ventre[9]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2025/fruto-do-vosso-ventre-sabado-1-de-novembro-2025/, uma primeira obra preciosa de Fábio Silva que, se os favores dos ancestrais e as políticas públicas estiverem connosco, será um realizador de cinema incontornável. Em diálogo direto com o cinema de Agnès Varda, este filme de 20 minutos perscruta a relação do autor com o pai a partir de um arquivo de velhas cassetes de 8 mm e da visita a territórios periféricos de Lisboa, onde a família foi construindo a sua história. Fábio Silva confronta-se com memórias de infância e com traumas familiares que moldaram a sua vida e mostra-nos como o pessoal é político, como o racismo estrutural condiciona os percursos das comunidades racializadas e como a História atravessa individualmente cada pessoa.

Nós Somos Humanos (2025), Turma 2.ºA 2024/25 E.B. Costa Cabral

A MICARzinha aproxima crianças e jovens do 1.º ao 3.º ciclo do cinema, através da exibição de filmes e de atividades desenvolvidas nas escolas. Ao longo dos anos, tornou-se uma das dimensões mais relevantes da MICAR, envolvendo dezenas de escolas do Porto e confirmando a importância de se criarem espaços de promoção do pensamento crítico junto das comunidades escolares.

Em 2025, a MICARzinha exibiu Nós Somos Humanos[10]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2025/micarzinha-manha-sessoes-para-os-1-oe-2-o-ciclos-e-secundario/, um filme realizado pela turma 2.ºA da E.B.1 de Costa Cabral, no Porto, no âmbito das oficinas ANILUPA, promovidas pela Associação de Ludotecas do Porto no programa municipal “Porto de Crianças”. O filme traduz o trabalho de um ano letivo e foi construído a partir das escolhas da turma, desde os materiais utilizados até à elaboração do argumento. A obra identifica e explora os elementos que as crianças reconheceram como característicos da condição humana e, simultaneamente, aqueles que tornam cada pessoa única e diferente, celebrando assim a diversidade como parte integrante da nossa humanidade[11]Nuno André Silva é jurista e dirigente do SOS Racismo e integra a equipa de programação da MICAR desde a sua fundação, em 2014..

Concerning Violence (2014), Goran Olsson

Este documentário[12]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2015/a-respeito-da-violencia/ foi exibido na segunda edição da MICAR, no rescaldo do sucesso inebriante e arrebatador da primeira edição, pelo menos para nós, a equipa amadora, estreante nas andanças da programação cinematográfica. Fiquei encarregue de apresentar o filme e moderar o debate[13]Marta Pereira é membro da direção do SOS Racismo e membro desde 1996. Faz parte da equipa da MICAR desde a sua primeira edição.. Com a importante tarefa em mente, embrenhei-me nas teias da ficção e do documentário, que o realizador engenhosamente emprestou à narrativa.

O primeiro impacto prende-se com o facto da Televisão Sueca ter um dos maiores arquivos cinematográficos das guerras coloniais em África e de entrevistas a membros de diferentes Movimento de Libertação, que permitiram a Goran Olsson realizar este documentário.

Tendo como pano de fundo o livro de Franz Fanon, Os Condenados da Terra, Olsson quis enfatizar os efeitos psicológicos da violência. O impacto do documentário é tão importante para conhecer a história recente, mas é ainda mais importante para perceber os efeitos que essa de violência tem na realidade actual, nos sistemas de opressão, extrativismo e neo-colonialismo.

Persépolis (2007), Marjane Sartrapi e Vincent Paronnaud

Tinha 17, talvez 18 anos, quando uma amiga me deu um DVD de Persépolis e disse: “vê isto”[14]José Magro é realizador de cinema e portuense. À conversa com o Nuno Silva, no portão da escola enquanto esperavam as respectivas crianças, perguntou-lhe se podia ser útil à edição da MICAR … Continue a ler.

Não sei se a decisão de estudar cinema, por essa altura, já estava tomada. Mas foi num momento de decisão e, como em todos, de indecisão também, que vi Persépolis[15]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2025/micarzinha-sexta-feira-sessoes-para-o-3-oe-secundario-31-de-outubro-2025/. Percebi que o cinema podia levar-nos a lugares longínquos que ainda não compreendia, a lutas que então desconhecia e nunca mais pude “desver” (citando o título da recente performance da Joana Craveiro). Foi através da vida de Marji, a protagonista, que entrevi pela primeira vez o que era ser activista. Nunca mais fiquei indiferente.

Quando entrei para a MICAR, em pleno 2025, já a meio do processo de selecção, não participei na indicação de Persépolis. Agradeci o reencontro com o filme, que já não via desde esse primeiro olhar. Ninguém esperaria a coincidência, programar o filme dezanove anos depois da sua estreia, parecendo tão a “destempo”, mas que seria tão próximo do dia em que a sua autora nos deixa. Claro está, “Persépolis” nunca nos deixará de fazer falta, tal como Marjane, como nos mostram os tempos actuais.

Migrants (2020), Hugo Caby, Lucas Lermytte, Zoé Devise, Antoine Dupriez e Aubin Kubiak

A curta-metragem de animação Migrants[16]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2022/migrantes-7-out-10h00/ tem sido, desde a sua inclusão na edição de 2022 da MICAR, objeto de apreciação e conversa com largas dezenas de crianças em inúmeras escolas onde a temos mostrado. A partir de uma “simples” fábula que conta a difícil história de ursos polares que se vêem forçados a emigrar para terras de ursos pardos, enfrentando todas as adversidades do contacto com o diferente, o desconhecido, e a violenta repressão a que são sujeitos, abre-se a oportunidade de conversar e refletir profundamente sobre conceitos como discriminação, racismo e migração, estabelecendo-se paralelos com a realidade mais próxima e mais distante das crianças.

É este poder transformador que o cinema tem, ser um potencial vetor para grandes reflexões e significativas aprendizagens, e é essencialmente por isso que tenho dedicado parte do meu tempo a fazer parte desta equipa MICAR[17]Gil Pereira tem ajudado a construir e dinamizar a MICAR desde a edição de 2022, depois de alguns anos como espetador desta Mostra..

Dignidade – Relatos de vida da comunidade cigana da Marinha (2018), Catarina Príncipe e Pedro Rodrigues

Eu nasci em 1984[18]Sara Neves tem colaborado como sabe na MICAR desde o seu início. E tanto tem saboreado das histórias desta mostra.. Nesse mesmo ano, a comunidade cigana de 9 famílias que ocupava o terreno em São João de Ovar, teve de sair para dar lugar ao salão paroquial. Foi “realojada” numa antiga coelheira na Marinha, sem quaisquer condições de habitabilidade. DIGNIDADE, o valor que cada pessoa dá a si própria, o valor que a outra pessoa nos reconhece, o valor que intrinsecamente todes podemos considerar ter. Este filme, Dignidade – Relatos de vida da comunidade cigana da Marinha[19]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2018/dignidade-6-out-17h30/, de 2018, realizado pela Catarina Príncipe e Pedro Rodrigues, foi apresentado na 5.ª edição da MICAR. DIGNIDADE violada e violentada de tantas formas, é o que ele nos mostra. DIGNIDADE inalienável e resistente é o que ele nos confirma. Este filme é o testemunho desta comunidade e tornou-se um dos testemunhos da MICAR.

Água Prateada – Um auto-retrato da Síria (2015), Ossama Mohammed

Quando decidimos que, neste artigo, cada um de nós daria uma perspetiva pessoal sobre um filme que considera significativo para a MICAR, todos souberam que o filme que eu escolheria seria Água Prateada[20]Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2015/agua-prateada/. Em 2015, fui eu quem propôs o filme para a programação[21]Joana Alves dos Santos participa no SOS RACISMO desde os 18 anos. Desde então já mudou muito a sua perspetiva de como fazer a luta anti-racista. Ajuda a pôr de pé a MICAR desde o início.. Sabia que iria provocar reações viscerais, mas sentia que era importante que assim fosse.

Nesse ano, pediram-me que fosse eu a apresentar o filme e decidi ler o texto que tinha preparado para o Catálogo MICAR. Não me sentia capaz sequer de improvisar. A voz saiu-me estrangulada e sei que quem me conhece se surpreendeu. É que “nada nos prepara para o que vamos ver. Água Prateada – Um Auto-retrato da Síria é um filme-montagem de imagens bárbaras, de exposição contínua à morte, à míngua e à destruição, que se afirma sem filtros, organizado simplesmente em capítulos, como poemas”.

 

References
1 https://sosracismo.pt/
2 Rita Ferreira trabalha entre o design e a edição. Chegou à MICAR em 2016 para ajudar com uns cartazes. Foi ficando. Um cartaz é capaz de ficar mais bonito quanto mais conectado às pessoas, aos filmes e à passagem do tempo.
3 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2022/mur-murs-8-out-15h15/
4 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2022/meeting-the-man-james-baldwin-in-paris-9-out-15h15/
5 Luís Camanho chegou à equipa da MICAR  na edição de 2021.
6 Melina ingressou recentemente na MICAR, motivada pela crença no poder do cinema para a construção de um mundo antirracista. Ela se sente profundamente tocada pelos encontros que o cinema nos convida a viver coletivamente e encontrou alegria nas visitas escolares da programação para jovens públicos chamada MICARzinha.
7 Sinopse e trailer disponível em: https://www.lecinemaclub.com/archives/in-the-billowing-night/
8 Kitty Furtado estuda Cinema Negro e é um membro orgulhoso do movimento antirracista em Portugal. Depois de alguns encontros pontuais, chegou à equipa da MICAR em 2024.
9 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2025/fruto-do-vosso-ventre-sabado-1-de-novembro-2025/
10 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2025/micarzinha-manha-sessoes-para-os-1-oe-2-o-ciclos-e-secundario/
11 Nuno André Silva é jurista e dirigente do SOS Racismo e integra a equipa de programação da MICAR desde a sua fundação, em 2014.
12 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2015/a-respeito-da-violencia/
13 Marta Pereira é membro da direção do SOS Racismo e membro desde 1996. Faz parte da equipa da MICAR desde a sua primeira edição.
14 José Magro é realizador de cinema e portuense. À conversa com o Nuno Silva, no portão da escola enquanto esperavam as respectivas crianças, perguntou-lhe se podia ser útil à edição da MICAR desse ano. Desde então, 2025, integra a sua equipa de programação.
15 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2025/micarzinha-sexta-feira-sessoes-para-o-3-oe-secundario-31-de-outubro-2025/
16 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2022/migrantes-7-out-10h00/
17 Gil Pereira tem ajudado a construir e dinamizar a MICAR desde a edição de 2022, depois de alguns anos como espetador desta Mostra.
18 Sara Neves tem colaborado como sabe na MICAR desde o seu início. E tanto tem saboreado das histórias desta mostra.
19 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2018/dignidade-6-out-17h30/
20 Sinopse e trailer disponível no site da MICAR: https://micar.sosracismo.pt/2015/agua-prateada/
21 Joana Alves dos Santos participa no SOS RACISMO desde os 18 anos. Desde então já mudou muito a sua perspetiva de como fazer a luta anti-racista. Ajuda a pôr de pé a MICAR desde o início.