De 1 a 3 de julho, em Lisboa, abrimos espaço para um encontro entre pessoas da academia, da sociedade civil, da educação e da ação política.
Participação gratuita · Aberta a todas as pessoas interessadas · Inscrição obrigatória.
Junte-se a nós e venha partilhar resistências, aprofundar saberes e construir convergências.
Num contexto global marcado pelo agravamento das desigualdades, pela intensificação das violências sistémicas e pela redução dos espaços cívicos e democráticos, o IV Encontro Internacional Sinergias para a Transformação Social propõe-se como um tempo de partilha de resistências, de reflexão e de ação em busca de convergências, a partir de diferentes visões e abordagens educativas.
Queremos reunir pessoas que, a partir da educação, da investigação e da ação cidadã, procuram criar oportunidades de construção, aprendizagem e defesa de cidadanias críticas e comprometidas com a justiça social. O convite estende-se a pessoas da academia, das organizações da sociedade civil, educadoras e educadores, aprendentes, ativistas e todas as pessoas comprometidas com a transformação social.
O programa está a ser construído a partir de uma abordagem participativa, com uma chamada de práticas aberta ao público, e pretende questionar formatos convencionais de encontros científicos, experimentando novas formas de partilha, de produção de saberes e de potenciação de convergências para a ação.
O encontro decorrerá em português, com momentos de trabalho em inglês e/ou espanhol.
As inscrições estão abertas até 10 de junho de 2026.
O encontro está estruturado em torno de perguntas geradoras subjacentes, que ajudarão a aprofundar o tema central:
O encontro baseia-se na experimentação de formas de partilha de saberes e práticas, com inspiração em metodologias fundadas na colaboração, na ética do cuidado, nas ecologias de saberes, nas relações de poder democráticas e horizontais, no pensamento crítico e na intencionalidade transformadora. Estrutura-se em torno de três tipos de metodologia:
Momentos onde pessoas convidadas trazem visões, sabedoria e experiência para nos interpelar e desinstalar, com espaço de participação através de perguntas e respostas.
Um dia imersivo dedicado à partilha, debate e reflexão sobre saberes, práticas e experiências de resistir e convergir. Cada participante traz uma prática para partilhar com o grupo. Os grupos são facilitados por propostas pedagógicas específicas e decorrerão em locais distintos da cidade.
Sessões práticas e interativas de cerca de 2h30, dedicadas à experimentação e à aquisição de saberes e competências sobre um tema específico.
| 16h00 | Abertura solene dos trabalhos |
| 16h30 | Diálogo (Des)instalador inicial |
| 18h00 | Brinde inaugural |
| 09h30 | Início dos trabalhos |
| 17h30 | Finalização dos trabalhos |
| 20h30 | Jantar comunitário |
Nota: Os grupos são definidos a partir das inscrições e das práticas apresentadas. Cada participante será informado do seu itinerário antes do evento. Há limite de inscrições para garantir qualidade pedagógica.
| 09h00 | Início dos trabalhos |
| 09h30 | Oficinas em paralelo |
| 12h30 | Almoço |
| 14h00 | Devolução em plenário das aprendizagens dos itinerários |
| 14h30 | Diálogo (Des)instalador final |
| 16h00 | Encerramento |
O segundo dia do encontro é construído a partir das práticas de resistência e/ou convergência trazidas pelas pessoas participantes.
Uma prática é qualquer forma de ação, saber, conhecimento, aprendizagem ou comportamento que ativamos consciente e intencionalmente no sentido de resistir e convergir na construção de cidadanias críticas e comprometidas. A sua aceção é deliberadamente aberta.
Práticas de sustentação
e cuidado da vida
Ações, saberes e conhecimentos que promovem resistência e transformação a partir de uma lógica de cuidado. Os corpos, a casa, o bairro, a vizinhança, a aldeia, a sala de aula, as redes de socialização de proximidade no quotidiano. Práticas que procuram a reconhecer a ajuda mútua, o cuidado comunitário, as práticas regenerativas de proximidade, metodologias relacionais, práticas artísticas, memória coletiva, cozinhas sociais como caminhos de resistência e de convergência na construção de cidadanias críticas e comprometidas.
Práticas que se manifestam primordialmente no alcance da nossa ação individual, associadas às nossas redes de socialização ou no nosso quotidiano pessoal, social, profissional ou cívico.
Estas práticas podem estar situadas nos corpos, na casa, no bairro, na rua, na sala de aula, no baldio, nos espaços e contextos do quotidiano, na relação com a família e os amigos, no plano existencial, nas escolhas éticas que consciente ou inconscientemente tomamos no dia-a-dia…
Podem ser iniciativas, ações ou projetos de ajuda mútua e partilha de bens, práticas de cuidado comunitário, respostas regenerativas, de transição ecosocial e gestão comunitária de recursos; metodologias pedagógicas centradas na relação e na presença; práticas artísticas, de memória coletiva de um grupo, cozinhas sociais…
Práticas de (re)construção coletiva do comum e do espaço público
Ações, saberes e conhecimentos que promovem resistência e transformação numa perspetiva de mobilização coletiva, organizada e dirigida à consciencialização. Campanhas, educação não formal, ativismo digital, ocupação de espaços, produções artísticas com intencionalidade política, comunicação alternativa e contra-narrativas…
Práticas organizadas e estruturadas através de coletivos, grupos e projetos que se manifestam-se na rua, na praça, no ecrã, no palco, nos espaços da sociedade civil. Exigem estratégias de coordenação entre pessoas e movimentos e uma intenção de desconstruir visões e mitos, apresentando alternativas, valorizando a justiça social, a equidade, a diversidade cultural e defendendo a democracia.
A escala é grupal ou comunitária, são organizações formais ou informais, públicas, privadas, da economia social e solidária. São movimentos, coletivos, associações ou grupos de ativismo. A força desta escala está na capacidade de mobilização e de criar massa crítica visível.
Podem ser campanhas de sensibilização, programas de educação não formal, ativismo digital e uso estratégico das redes sociais, ocupação e ressignificação de espaços públicos, organização de ações de protesto, produções artísticas coletivas com intencionalidade política, práticas de educação popular e conscientização comunitária, projetos de comunicação alternativa e contra narrativas, advocacy baseada em evidências…
Práticas de interconexão e articulação entre escalas e sistemas
Ações, saberes e conhecimentos que promovem resistência e transformação no cruzamento, articulação e aprendizagem entre distintos, setores e sistemas.
Foco na (re)estruturação macro entre distintos sistemas (económico, social, político, cultural) das sociedades e na ligação entre o local e o global.
Perspetivas sistémicas e alternativas civilizacionais, processos de fortalecimento da sociedade civil, cooperação regional e transnacional entre movimentos, co-construção de políticas públicas intersetoriais, denúncias à escala global…
Práticas que se focam na estruturação macro das sociedades, tais como as políticas publicas, as políticas empresariais e institucionais, as estruturas de governação, governança e participação locais, nacionais e internacionais. A escala é de redes e alianças entre organizações, entre movimentos, entre territórios e países. Práticas que procuram ligar o local e o global, ligar movimentos separados, ligar o pensamento crítico à ação estratégica. A força desta escala está na capacidade de criar agenda, influenciar políticas e construir alternativas com ambição estrutural.
Podem ser políticas de produção de conhecimento e investigação, iniciativas de cooperação transnacional entre movimentos sociais, denuncias, protestos ou boicotes à escala transnacional, políticas de integração de migrantes, processos de auscultação e co-construção de políticas.
As inscrições são obrigatórias e terminam no dia 10 de junho de 2026.
Quem pretende participar nos Itinerários de aprendizagem entre pares (o dia imersivo, 2 de julho)
deve apresentar uma prática no momento da sua inscrição.
Idiomas aceites: Português, Espanhol e Inglês.
Este encontro é uma iniciativa do projeto Sinergias ED, promovido pela Fundação Gonçalo da Silveira (FGS) e pelo Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP), em parceria com o ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa. Tem o cofinanciamento do Camões, I.P. e do Global Education Network Europe (GENE), com o apoio da Reitoria da Universidade do Porto.