Tania Ramalho [1]State University of New York – School of Education, Curriculum & Instruction Department.

Meu caro Paulo,

Escrevo esta missiva cumprimentando-o pelo seu centésimo aniversário. Apesar de você ter-se trasladado para o Céu há mais de vinte anos — merecido retiro para sua alma — as festas continuam na Terra em sua homenagem, em toda parte do mundo, honrando o pernambucano mais famoso e celebrado por suas falas, escritos e andarilhanças conscientes e conscientizadoras. Parabéns pelo centenário e, mais uma vez, obrigada por todos os ensinamentos.

Além de celebrar a passagem natalícia, gostaria de enviar notícias. Imagino que só umas poucas chegam ao Paraíso, pois a maioria popula o Purgatório em que vivemos como humanidade. Infelizmente, não são poucas as notícias verdadeiramente infernais.

Você sempre insistiu na importância de examinar e levar em conta o contexto econômico, político, social e cultural em que vivemos e educamos nossos jovens. Estes são quatro das cabeças da víbora que nos cerca e cerce. Nosso contexto é como a Hidra de Lerna grega que “simboliza o nosso interior ruim, nossas paixões e defeitos, ambições e vícios, o que existe de ruim dentro do nosso mundo interior. Enquanto a hidra […] não for dominada, enquanto nossas vaidades, futilidades e ostentações não forem dominadas, as cabeças continuam crescendo cada vez mais” [2]https://www.dicionariodesimbolos.com.br/hidra/.. O contexto económico, político, social e cultural globalizado em que vivemos no Norte e no Sul com certeza expressa a maldade (ou feiura, como você dizia) resultante das tolices, frivolidades e fanfarronadas que ainda regem os aspectos hegemônicos das nossas vidas, com o grande objetivo de lucro para poucos.

Minhas notícias advêm do contexto específico onde vivo como brasileira no desterro nos Estados Unidos da América. Como estrangeira, e apesar de ter optado pela cidadania que me deu acesso ao voto e outros direitos, vejo as coisas de forma diferente. Dada à formação acadêmica e proclividades pessoais, minhas perspectivas serão sempre críticas.

Não preciso repetir que os Estados Unidos da América ascenderam como nação hegemônica, colonialista e imperialista desde sua fundação em 1776 por idealistas e escravocratas. Através de guerras de conquista dos povos nativos, seu território tomado e privatizado, e do vizinho México, o U.S.A. (por favor, atenção ao acrônimo em inglês, “usa”) ampliou sua influência e domínio eventualmente sobre todo o continente americano, centro, sul e o Caribe. Como no seu tempo entre nós, Paulo, as lutas de autodeterminação das nações continuam sem tréguas. O mesmo se dá com as lutas internas pela justiça social para todos os povos latino-americanos e caribenhos, assim como para os estadunidenses igualmente minoratizados e empobrecidos. Nestes combates, as estratégias, conhecimentos e posturas que dão respalde às lutas, cada vez mais estão interligadas internacionalmente por vínculos de solidariedade, troca, e de trabalho, dando força e ampliando os movimentos. As tecnologias relativas à Internet, inclusive de traduções de línguas, facilitam nossas capacidades de comunicação e a organização.

Uma boa notícia e exemplo de colaboração recente foi a participação de Angela Davis, acadêmica ativista negra americana desde os anos sessenta, no Seminário Internacional, Democracia em Colapso? organizado pela editora Boitempo em associação com o SESC-São Paulo em 2019. Davis discursou sobre o tópico A liberdade é uma luta constante [3]https://www.youtube.com/watch?v=FRPQyXTEG9A., tema de sua autobiografia recém-publicada em português. Ela levou esta mensagem abolicionista para quinze mil pessoas presentes na palestra e suas ideias se espalharam pela mídia. A renovação do conceito de abolicionismo, popular em relação ao sistema escravista, tem aberto novos caminhos para a liberação e transformação social.

Angela Davis demonstrou no seu discurso os paralelos e interligações entre nossas as lutas, proclamando: “A democracia, nos Estados Unidos como no Brasil, é uma democracia racista porque exclui os negros, é misógina porque exclui as mulheres, é elitista porque exclui os pobres, inclusive homens brancos, e é excludente também com as pessoas com deficiência […] A democracia que virá terá de corrigir tudo isso” [4]https://www.cut.org.br/noticias/no-brasil-angela-davis-visita-preta-ferreira-reforca-grito-por-lula-livre-3a3a.. Como você, a intelectual pública estadunidense (como falaria seu coautor e amigo pessoal, professor Henry Giroux) nutre a esperança como qualidade essencial e justificadora da visão crítica.

No Rio de Janeiro, Angela visitou a família de Marielle Franco, ativista negra favelada jovem e representante eleita à assembleia local. Num ataque que horrorizou e ofendeu a muitos, Marielle foi assassinada à queima-roupa juntamente com seu motorista, quando voltavam do trabalho. Os assassinos nunca foram presos. Dois dos identificados foram ligados à família do “Coiso”. Este é o nome, de acordo com Angela Davis, que alguns brasileiros usam para se referir ao atual ocupante da presidência em Brasília [5]https://www.youtube.com/watch?v=02cOcGNNLTY&t=5070s.. Tenho certeza, Paulo, que ao tomar conhecimento da eleição no Brasil deste indivíduo publicamente racista, sexista e homofóbico, você ficaria profundamente indignado, mas não surpreso.

As exclusões que Angela Davis nomeia expressam o que você chamou de sem-vergonhice. Esta falta de vergonha continua a se expandir pela cultura brasileira, particularmente no quadrante político mais à direita. No poder através de manipulações, através de falsidades e mentiras, e, como se fala em inglês, de jogos políticos forjados com “smokes and mirrors” (fumaças e espelhos, significando truques e ilusões sem substância), essa direita tem desmantelado os projetos sociais e, pior, destruído a esperança de que regimes de esquerda possam trabalhar honestamente pelo povo. Os reacionários esperam (no sentido de fazer nada) que os setores corporativos privados a quem são ligados resolvam os problemas de cunho social. Como sabemos, a história da aliança das corporações e o Estado nos deu nada menos do que o fascismo. E sabemos aonde isto nos levou.

Sob a ideologia econômica do capitalismo neoliberal, a voz do Estado é diminuída e quase muda. Consequentemente, não se ouve a voz do povo. O bem-estar social não é mais preocupação ou dever de um governo democrático. Somente o indivíduo e seu bem-estar pessoal são considerados, e considerados como alienados, isolados, de um sentido de comunidade e de bem comum. Em outras palavras, o neoliberalismo continua a demonstrar ser não só desumano em si mesmo, mas efetivamente como um processo de contínua objetificação dos seres humanos. Todos estamos sujeitos às manipulações do deus fictício chamado Mercado que (teoricamente) responderia a todas as nossas necessidades de forma eficiente, sem intervenção de vontade política fora de setores corporativos privados. Já sabendo disso, você me perguntaria: “E a educação neste contexto esdrúxulo e diabólico?”

No país líder do neoliberalismo as notícias da educação pública estadunidense não são boas. Não pelas causas identificadas na mídia comercial, que põe a culpa sobre os professores. A maioria destes são mulheres que, portanto, veladamente são consideradas profissionalmente incapazes e acusadas de proteção por sindicatos corruptos. A objetificação dos e das estudantes — seres humanos — tornou-se quase uma arte nas escolas públicas dos Estados Unidos.

O sistema educativo público é bancário em sua essência, com o resultado de gerações acríticas, adaptadas à uma sociedade percebida como pronta e fundamentalmente imutável. O capitalismo branco-suprematista, heterossexista e patriarcal está ao leme da nação, honrando os pais fundadores e suas ideias de liberdade (na época, para os proprietários que se qualificavam). Porém existem contradições e aberturas onde se pode aprender a se inserir na sociedade — como você, Paulo, insiste: com consciência e práxis que levam a mudanças. Atualmente nas escolas esta sorte depende da disponibilidade de professores críticos e do uso de métodos generativos influenciados pelo construtivismo de Vygotsky. A pedagogia crítica já é estudada em cursos de formação de professores, mas sua prática ainda é limitada.

A carcaça e os mecanismos do sistema educacional estadunidense são fundamentalmente autoritários e antidemocráticos no país que usa extraordinário poder militar sob o pretexto de espalhar a democracia pelo mundo considerado “bárbaro”. Portanto, a influência destes modelos externos sobre os países do Sul é perigosa. São espalhados por corporações alienígenas vendendo produtos tipo “snake oil” (óleo de cobra, significando falsos e sem valor, soluções fraudulentas) como currículos, materiais educativos e mesmo sistemas, tais como os de avaliação padronizada. Por outro lado, podem também ser proclamados como “solução” por indivíduos colonizados que se encantam acriticamente com as novidades estrangeiras com intenções de projetar imagens de “expert”.

O setor educativo público dos Estados Unidos dá ênfase ao mecanismo (por favor, atenção a este termo relacionado à técnica) que serve à ideologia de mercado e denominada “prestação de contas” (accountability). Dentro deste modelo excepcional de controle, todos os membros da escola têm que prestar contas através de meios quantificáveis. O aluno/aluna não é sujeito só aos testes mundanos do dia a dia da escola que o professor/professora estabelece para verificar a aprendizagem. Testes padronizados externos são criados e aplicados para medir:

  1. A aprendizagem em relação ao conteúdo do teste, relacionado a padrões de conhecimento pré-estabelecidos que regem o currículo – assim, o conhecimento se torna mercadoria e sujeito a fins lucrativos;
  2. O sucesso do professor/professora em ensinar este conteúdo;
  3. A efetividade das diretrizes e lideranças dos administradores em relação ao ensino dos conteúdos relevantes;
  4. O sucesso, ou incapacidade, das escolas.

Resultados de testes em cada escola são publicados nos jornais e facilitam a comparação e sentimentos de competição relacionados às “vitórias” e “derrotas” educacionais. Escolas cujos resultados de testes são baixos — geralmente as que servem a populações pobres e majoritariamente de cor ou de imigrantes recentes — podem ser fechadas e administração, docentes e estudantes transferidos/as para outros estabelecimentos. Esta forma de punição administrativa resulta em desmoralização, deslocamento e destruição de comunidades.

Na cultura de prestação de contas, os testes padronizados se tornam a grande dimensão objetiva da vida educativa escolar. O corpo docente, urgido por suas direções, é levado a ensinar para que os/as estudantes passem nos testes. Isto significa: a) limitar o currículo aos possíveis tópicos “que vão cair na prova”; b) treino repetido destes mesmos tópicos (chama-se aqui “drill”, palavra ligada a exercícios militares), principalmente com estudantes considerados mais fracos e possíveis de falhar nos exames; c) dedicação de tempo para o treino para os testes (testes imitando os testes padronizados, e que servem de exemplo e de experiência antecipada); d) arregimentação (ou robotização) dos docentes, considerados como patrulhas de implementação de ensino para o teste e dos testes propriamente ditos. Em suma, o objetivo da educação é principalmente gerar dados. Neste processo, frequentemente os testes são administrados por três horas em que os alunos e alunas, até mesmo crianças de oito anos de idade, são obrigados/as a ficarem sentados/as em silêncio, sem poder se mover. Eu acuso este regime de abuso institucional da infância e juventude.

A educação escolar neoliberal estadunidense se tornou hiper-burocratizada, guiada por interesses atuariais técnico-científicos da razão instrumental e fundamentalmente antidemocráticos. Isto tem como consequência a desumanização dos sujeitos envolvidos, agora objetos submetidos às vontades e desejos externos. É um exemplo de educação para submissão em larga escala. Beneficiam-se as corporações produtoras de currículos e de materiais de ensino, inclusive eletrônicos, e as de testes lucrativos. Assim também se mantêm as elites no poder. O conjunto das classes trabalhadoras cada vez mais marginalizadas em um lumpemproletariado [6]Termo que, no Marxismo, designa o proletariado, a classe definida pela falta de recursos econômicos, por não possuir trabalhos formais, e pela falta de consciência de classe. desempoderado e acrítico, aprende a seguir ordens e a não questionar seu contexto sócio, econômico e político ou as relações globais dos Estados Unidos. Muitos apoiam a direita cada vez mais fascistizada, como vimos durante o último regime presidencial (2016-2020). O modelo neoliberal da educação, com seu sonho de privatização de toda educação aos moldes do mercado, individualizado e destruidor de comunidade, continua sendo promovido como “solução” para a educação.

Paulo, sabemos que parte dos shows de fumaça e espelhos é a idolatria da ciência. As ciências propriamente ditas e seus métodos quantitativos e controles experimentais, até mesmo os que equilibram os métodos quantitativos com qualitativos, não significam que estas sejam as únicas reconhecidas como geradoras de conhecimentos legitimizados. Habermas escreveu sobre esta questão e distorção em Conhecimento e Interesse [7]https://pt.scribd.com/document/130163933/Conhecimento-e-Interesse-Habermas.. Problemas servem interesses de razões humanas diferentes que requerem o uso de métodos apropriados além de científicos de cunho positivista. A educação no dia a dia das escolas envolve fundamentalmente relações sociais entre gerações, sexos-gêneros, grupos racializados e étnicos, de orientações sexuais e de capacidades mentais e físicas diferentes. O modelo científico hegemônico não serve aos fins de criar comunidades educativas que praticam a liberdade e que formam educandos que vão se inserir, não se adaptar, à sociedade. Somente estes podem verdadeiramente criar condições de sustentabilidade para o planeta, sofrendo as consequências da destruição ambiental e mudança climática pelo elitismo e individualismo promovidos por um capitalismo sem consciência coletiva e voltado para a produção de asneiras, futilidades e vanglórias desnecessárias, com benefícios financeiros para uns poucos.

Mas Paulo, estou dando só notícias do Inferno, resultado do meu desespero e impaciência! Há outras notícias muito boas. Por exemplo, uma organização chamada Rede de Ensino Abolicionista, cuja missão é “desenvolver e apoiar aqueles dentro da luta pela liberdade da educação através da utilização do trabalho intelectual e ação direta de abolicionistas de todas as formas” [8]https://en.wikipedia.org/wiki/Abolitionist_teaching.. Você é mencionado claramente como uns dos inspiradores deste movimento, relacionado através da sua seguidora (e crítica), a intelectual pública negra, bell hooks [9]bell hooks não capitaliza, intencionalmente, o seu nome.. Angela Davis também faz parte com seu movimento para a abolição das prisões que encarceram majoritariamente negros e latinos. Vocês inspiram a líder negra do ensino abolicionista, Bettina Love. O movimento insiste em que as escolas criem salas de aula centradas na beleza, alegria, resiliência e diversidade de experiências das comunidades negras, mestiças e indígenas, incluindo a remoção de práticas disciplinares que oprimem o espírito de suas crianças e jovens. O trabalho é centrado em práticas antirracistas (veja o guia sobre a aprendizagem socioemocional) [10]https://abolitionistteachingnetwork.org/guide..

Por fim, a última notícia também é inspiradora e complexa. Vanessa Andreotti, brasileira educada na Inglaterra e professora da Universidade de British Columbia em Vancouver, Canadá, se identifica com os povos indígenas e é uma líder intelectual do coletivo Gesturing Towards Decolonial Futures — GTDF (Sinalizando Rumo à Futuros Decoloniais) [11]https://decolonialfutures.net. de arte e pesquisa. Seguindo dez princípios e práticas, resumidos e/ou traduzidos nos próximos quatro parágrafos segundo a fonte, o coletivo trabalha para desativar valores, desejos e hábitos danosos da modernidade/colonialidade, em busca de futuros decolonizados [12]Consulte o artigo de Andreotti et al., Sinalizando Rumo a Futuros Decoloniais: Observações Pedagógicas e de Pesquisa de Campo. … Continue a ler.

A postura fundamental do coletivo é o reconhecimento de que vivemos o fim de um mundo onde cuidados paliativos são tão necessários quanto os de assistência ao aparecimento de possibilidades que refletem uma sabedoria maior (o conceito freireano do inédito viável me vem à mente). Não inocentes, somos cúmplices com a violência e insustentabilidade do mundo que se esvai. Devemos ter coragem de sentir as dores coletivas tanto as do passado, como as do presente e do futuro. Assim, criamos um húmus dos nossos detritos individuais e coletivos com humildade, alegria, generosidade e compaixão, abrindo espaço para diálogos e silêncios dentro de relacionamentos mantidos intatos.

Reconhecemos e tomamos responsabilidades por nossos hábitos modernos e coloniais impossíveis de serem interrompidos por boas intenções, ideias e práticas espirituais, artísticas ou corporais. Estes incluem vícios de consumo de conhecimento, atualizações, experiências, críticas, alternativas, relacionamentos e de comunidades.

Somos uma extensão do metabolismo da Terra. Preparamo-nos para o fim do mundo que conhecemos e nos apresentamos de modo diferente para que outro mundo se torne possível. Não mais investimos em desejos de autonomia sem restrições, autoridade, certeza, controle, protagonismo, pureza, popularidade, superioridade e validação. Criamos espaços para prestação de contas, responsabilidades, capacidades e maiores intimidades.

Aprendendo e desaprendendo, desarmando-se e descentralizando-se, destronando-se e desorganizando-se, detoxificando e desbagunçando, ficando de luto e nos curando, digerindo e metabolizando, nos vemos como engraçados e patéticos para que o metabolismo maior possa respirar e se mover mais livremente por dentro e por volta de nós mesmos. Desapegamo-nos de imagens e desejos pessoais para que possamos prosseguir, nos assumir, nos limpar, crescer, acordar e estar presentes para fazer o que é realmente necessário.

Este metabolismo bioquímico transpessoal ao qual se refere o coletivo GTDF; a própria Natureza, agora ameaçada pela degradação do meio-ambiente e mudança climática; e o nosso coletivo inconsciente, representam as outras três cabeças da hidra que nos rege e que estamos aprendendo a compreender.

Paulo, vejo que sua vida antecipou muitas destas questões, criando possibilidades através de seu trabalho pedagógico e postura dialógica, indagadora, humilde e esperançosa. Obrigada. Aqui me despeço com o coração cheio de alegria em poder participar deste centenário marcante, parte do metabolismo global que respira e aspira, ao mesmo tempo que expira.

References
1 State University of New York – School of Education, Curriculum & Instruction Department.
2 https://www.dicionariodesimbolos.com.br/hidra/.
3 https://www.youtube.com/watch?v=FRPQyXTEG9A.
4 https://www.cut.org.br/noticias/no-brasil-angela-davis-visita-preta-ferreira-reforca-grito-por-lula-livre-3a3a.
5 https://www.youtube.com/watch?v=02cOcGNNLTY&t=5070s.
6 Termo que, no Marxismo, designa o proletariado, a classe definida pela falta de recursos econômicos, por não possuir trabalhos formais, e pela falta de consciência de classe.
7 https://pt.scribd.com/document/130163933/Conhecimento-e-Interesse-Habermas.
8 https://en.wikipedia.org/wiki/Abolitionist_teaching.
9 bell hooks não capitaliza, intencionalmente, o seu nome.
10 https://abolitionistteachingnetwork.org/guide.
11 https://decolonialfutures.net.
12 Consulte o artigo de Andreotti et al., Sinalizando Rumo a Futuros Decoloniais: Observações Pedagógicas e de Pesquisa de Campo. http://www.sinergiased.org/index.php/revista/item/224-sinalizando-rumo-a-futuros-descoloniais-observacoes-pedagogicas-e-de-pesquisa-de-campo.
ARQUIVOS
[1]State University of New York - School of Education, Curriculum & Instruction Department. Meu caro Paulo, Escrevo esta missiva cumprimentando-o pelo seu centésimo aniversário. Apesar de você ter-se trasladado para o Céu há mais de vinte anos — merecido retiro para sua alma — as festas continuam na Terra em sua" data-link="https://sinergiased.org/carta-a-paulo-freire-por-ocasiao-de-seu-centenario-ou-a-hidra-das-sete-cabecas/">

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References
1 State University of New York - School of Education, Curriculum & Instruction Department.