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Justo para quem? - Animação Socioeducativa e o Comércio Justo. Memória e práticas e aprendizagem em sinergia CIDAC E ESEC

 

Instituições (OSC e IES) envolvidas: CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral; Escola Superior de Educação de Coimbra.

Nome das pessoas envolvidas: Ana Teresa Oliveira, Mário Montez e Stéphane Laurent.

Quem fez o registo: Ana Teresa Oliveira1, Mário Montez2 e Stéphane Laurent3.

 
Palavras-chave: Animação Socioeducativa; Comércio Justo; Consumo consciente; Circuitos de proximidade
 

Numa zona central de Lisboa, num sábado de manhã, abre-se a porta da loja do CIDAC, e cheira a terra molhada. O aroma inconfundível da frescura da fruta e dos legumes colhidos sob o orvalho matinal animam a fila de pessoas na espera de que a Judite e a Justina dividam por vários sacos familiares os produtos que nessa manhã apanharam na quinta. Dali saem as pessoas para casa, aproveitando para o primeiro almoço de fim-de-semana os legumes ainda reluzentes. A loja de Comércio Justo do CIDAC serve de cenário à entrega de cabazes inseridos no programa PROVE – Promover e Vender, aqui representado por duas agricultoras da zona de Palmela que há vários anos entregam produtos frescos aos habitantes da capital.

A fila de gente, homens, mulheres e crianças, que aguarda pacientemente a vez, define-se como clientes PROVE mas ignorava, na sua grande maioria, os outros produtos disponíveis na loja do CIDAC. São produtos diferentes com rótulos diferentes dos que se encontram nos supermercados convencionais. São produtos de Comércio Justo provenientes de vários países, de vários continentes. Produtos diversos, desde sabonetes a chá, passando por brinquedos, cestos e roupa de lã, até azeite e massas. Aos olhos da clientela os produtos estão lá por alguma razão. Faltava saber qual.

Em Outubro de 2016 iniciou-se mais um processo de colaboração entre o CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral e a ESEC – Escola Superior de Educação de Coimbra, no âmbito do estágio curricular de final do curso superior de animação socioeducativa, da aluna Ana Teresa Oliveira. O projecto de estágio, que veio a desenvolver-se entre Fevereiro e Junho de 2017 com o título “Do Campo para a Mesa” teve a orientação pedagógica e científica de Mário Montez, docente da ESEC e a tutoria técnica e científica de Stéphane Laurent, técnico e membro do conselho directivo do CIDAC. 

No momento inicial deste percurso considerou-se que a falta de informação dos clientes PROVE sobre Comércio Justo era um problema a resolver, dado o desconhecimento que estes tinham desta forma de economia solidária. Uma vez que o CIDAC tem por missão a educação para o Desenvolvimento e a promoção de formas alternativas de economia como forma de intervir para o Desenvolvimento, encarámos esta questão como um problema de partida para uma intervenção em animação socioeducativa. Com efeito, o diagnóstico realizado mostrou que a maioria dos e das clientes PROVE desconhecia o carácter da loja do CIDAC e ainda mais os produtos de Comércio Justo. Ilustramos esta situação recorrendo a uma narrativa protagonizada por um cliente PROVE e participante nas actividades do projecto animado pela Ana Teresa, que tem tanto de indicador de avaliação como de simbolismo. 

O Sr. António tinha por hábito questionar, em tom provocador, sobre a quem se destinava a justiça referida no conceito de Comércio Justo. “Justo para quem?” Tal provocação apresentava-se igualmente como um desafio socioeducativo para a estagiária e para um projecto que pretendia desenvolver, tendo como destinatários as e os clientes do PROVE.

Do conhecimento sobre acção colectiva compreendemos que quanto mais forte se pressente a ameaça, maior é a capacidade de mobilização para a acção (Monteiro; Montez,2015). A animação sociocultural, produto da acção colectiva na demanda da democracia e dos movimentos sociais nascidos do Maio de 1968, em França, (Gillet,1995; Lopes,2006) e, neste caso o domínio específico que é a animação socioeducativa, não fogem à regra. Sendo a animação uma forma de agitar a acção coletiva e sendo esta motivada por uma diversidade de emoções (Jasper, 2011), para além da racionalidade (Olson,1998) que lhe é convencionalmente associada, os comentários do Sr. António serviram de mote para um projecto de sinergias entre a criatividade, a vontade, o conhecimento e o trabalho da aluna Ana Teresa Oliveira, o conhecimento do CIDAC sobre Comércio Justo e o quadro metodológico da animação socioeducativa aplicado pela ESEC nos estágios.

Em Maio de 2017 a clientela PROVE rendeu-se aos produtos que lhes passaram a parecer mais saborosos, de gosto e de consciência social, conjugando-os com os legumes e frutas do seu cabaz. Em Junho, o Sr. António levou à loja do CIDAC um amigo, convencendo-o da qualidade dos produtos e do conceito de Comércio Justo. Referimo-nos ao mesmo Sr. António, comentador e provocador. 

O que se passou entre Outubro de 2016 e Junho de 2017? Porque razão o Sr. António se rendeu ao Comércio Justo e como compreendeu ele a dimensão de “justiça” implicada no conceito e nas práticas do Comércio Justo? Que tem o Comérico Justo a ver com o desenvolvimento e porque razão se ensina e se aprende sobre tudo isto num estágio? 

O cerne da animação socioeducativa é a educabilidade do ser humano na sua relação com o meio envolvente. Animar (Animus = alma) é dar alma e vida, tornando dinâmico este processo (Ander-Egg, 2012; Ventosa, 2002). Quando o foco do acto de animar é um grupo ou uma comunidade, temos em vista um processo de capacitação de pessoas para a sua participação como agentes de desenvolvimento social, cultural, educativo e económico. A este método de agir e de tornar autónomos os grupos e as comunidades chama-se animação sociocultural, um conceito (e prática) sustentados por três dimensões: social, cultural, educativa. A animação socioeducativa é então uma dimensão da animação sociocultural que contempla os processos educativos ao longo da vida e a educação não formal. Encara-os como resposta à pobreza e à opressão que geram anomia social em grupos e comunidades, tornando-os vulneráveis aos poderes políticos e aos interesses privados. A animação socioeducativa actua a partir do envolvimento dos aprendentes nos processos de aprendizagem, construindo com eles e elas os processos de descoberta de conhecimentos, da consciência sobre os problemas em causa e da acção necessária para os combater (Trilla, 2004). Por isso mesmo os agentes de animação – animadores e animadoras – são também participantes no processo de aprendizagem.

Como afirma Ander-Egg (2000), a Animação Socioeducativa é um processo de diálogo permanente e participativo, favorecedor da afirmação dos indivíduos como coletivo. A Animação, neste âmbito socioeducativo, traduz-se num modelo de intervenção que, como dinâmica de educação não-formal, visa a melhoria do conhecimento das pessoas implicadas no processo.

Neste caso, a estratégia de animação socioeducativa idealizada obrigou à aprendizagem sobre Comércio Justo e suas problemáticas (Laurent,2014). A estagiária recorreu a bibliografia específica ao mesmo tempo que foi acolhida num grupo de peritos desta área, no CIDAC, que a envolveram quotidianamente em debates sobre estas e outras questões de Desenvolvimento e de Educação para o Desenvolvimento. Estes momentos, geralmente durante a hora de almoço em equipa, foram cruciais para a construção da personalidade da aluna enquanto animadora do projecto, para a apropriação de terminologia e de lógicas de actuação, dos valores promovidos pelo CIDAC e ainda para a consciencialização perante as questões trazidas pela economia solidária, na qual se insere o Comércio Justo. De igual forma o processo obrigou à compreensão do conceito de Comércio Justo adoptado pelo CIDAC e que a seguir se apresenta:

“o Comércio Justo é um movimento social que, através de uma prática comercial apoiada na justiça e no respeito, e de um trabalho permanente de sensibilização e mobilização dos cidadãos, visa transformar os atuais modelos de relações económicas desiguais e a participar na construção de alternativas.” (CIDAC)

Estas dinâmicas foram partilhadas com o orientador de estágio em reuniões entre o docente da ESEC e o técnico do CIDAC, acerca dos progressos do estágio da aluna. Tornaram-se também tempos de discussão de conceitos, de práticas e de problemas contemporâneos decorrentes das desigualdades sociais e económicas e da complexidade das organizações do sector da economia social. O Estágio comportou assim três agentes (aluna, professor, técnico) e um processo de partilha e de aprendizagem mútua.

Tendo em conta a natureza educativa do curso, o projecto contemplou, entre outras, quatro actividades principais:

  • a) Partilha de receitas de culinária com base nos produtos PROVE e de Comércio Justo existentes na loja do CIDAC;
  • b) Uma visita à quinta de onde provêm os produtos do PROVE;
  • c) Celebração do Dia do Comércio Justo;
  • d) Uma oficina sobre Comércio Justo realizado com alunos de animação socioeducativa da ESEC.

 

Receitas Justas e Saborosas

Foi uma actividade frequente que se repetiu ao longo de onze semanas. Também aqui se deu uma troca de aprendizagens entre a descoberta dos produtos e o conceito de Comércio Justo, e o contributo criativo da estagiária. Esta actividade de difusão consistiu em elaborar uma receita semanal com ingredientes disponíveis no cabaz PROVE e na Loja de Comércio Justo do CIDAC, estabelecendo uma ligação entre os dois tipos de produtos e os dois tipos de consumo. Para a sua realização a animadora estagiária verificava, por meio de conversas informais ou de observação directa, quais os produtos da semana do cabaz, quais aqueles que os clientes PROVE mais necessidade tinham de escoar nas suas despensas, e quais os que seriam necessários vender na loja de Comércio Justo. Ao longo da semana anterior à data de distribuição das receitas, faziam-se pesquisas e adaptações para conseguir receitas que respondessem às necessidades, recorrendo à culinária de vários cantos do mundo. O designer do CIDAC criou um template para os exemplares que foram distribuídos aos clientes (Figura 1). Nos finais da semana, aquando da distribuição dos cabazes, foram apresentadas as receitas da semana, envolvendo os clientes neste processo, como participantes, numa média de 100 participantes por cada semana. A ficha de receitas aliaram sistematicamente a dimensão prática ligada a culinária à difusão de informações sobre os produtores e o significado dos produtos (Figura 2). No final produziu-se um livro de receitas cujo exemplar se encontra no CIDAC para consulta.

 

Visita à Quinta PROVE

A quinta da Justina e da Judite localiza-se em Brejos do Assa, na zona de Palmela. Aproveitando para celebrar 5 anos da existência do núcleo de Picoas do PROVE foi realizada uma visita a este lugar, com 33 participantes (Figura 3), com os objetivos de:

  1. dar a conhecer a origem dos produtos do cabaz;
  2. aproximar os consumidores e as produtoras;
  3. consciencializar os consumidores para o tempo e modos dos processos de produção agrícola, entre o campo e as nossas mesas.

A actividade decorreu num registo familiar e contou com uma visita a várias secções da quinta, com tempo para questões, curiosidades sobre cultivo, sistemas de rega, formas de colheita, lanche, apanha de morangos pelos participantes e distribuição de cabazes.

 

Dia Mundial do Comércio Justo

O dia 13 de Maio assinala, em todo o mundo, a importância do Comércio Justo para o Desenvolvimento Humano e Sustentável. No âmbito do projecto foi realizada uma actividade lúdicopedagógica recorrendo, de forma criativa, a diversos ingredientes das Receitas Justas e Saborosas, a uma moldura para fotos de grupo (ao estilo das redes sociais) com a frase “Eu escolhi o Comércio Justo!”, e a um jogo de roleta, dando a conhecer os produtos existentes no CIDAC. Neste Sábado os valores de venda na loja foram registados acima da média, um apontamento que nos parece importante realçar devido ao contributo para uma possível sustentabilidade de projectos desta natureza.

 

Oficina Educativa sobre Comércio Justo e Economia Solidária

Um projecto de animação socioeducativa não poderia deixar de contemplar uma componente de aprendizagem destinada aos e às aprendizes de animação, futuros profissionais. Foi com esta ideia e compromisso, desde o início do projecto, que se realizou em Dezembro de 2017, já fora do tempo do projecto, uma oficina educativa sobre Comércio Justo animada pela Ana Teresa (já licenciada), com recurso às aprendizagens apreendidas durante o estágio. Uma sala de aula da Escola Superior de Educação foi o espaço possível para por em prática uma actividade de educação não formal com 30 estudantes do 1º ano de animação socioeducativa. A aplicação da metodologia de aprendizagem experiencial, proposta por David A. Kolb, possibilitou a transmissão de conhecimentos sobre economia solidária a par com a consciencialização para as problemáticas da economia convencional de mercado, envolvendo os participantes numa aventura de descoberta de problemáticas e da produção de conhecimento com vista a possíveis soluções.

A partir do desafio da animadora em criar uma fictícia venda de tangerinas com reais e aromáticas tangerinas do seu quintal, as participantes puderam sentir as desigualdades de direitos e de ganhos entre quem produz e quem comercializa produtos agrícolas, respondendo às seguintes questões:

  • a) Porque definiram aquele preço?
  • b) O que tiveram em conta para a definição do preço das tangerinas?
  • c) Qual o processo de produção?

A conclusão sintetizada pela Ana Teresa de que “se há comércio justo é porque há comércio injusto” foi o mote para a compreensão de que uma prática social construtiva surge como resposta a outras práticas, por definção danosas para as comunidades ou sociedades. O paralelo com a natureza da animação sociocultural é claro. A partir da frase “catchy” que suscitou nas participantes uma vontade imediata de mudança a animadora relatou sumariamente a estória de um consumidor do cabaz PROVE que frequentemente a questionava e provocava sobre a justiça do Comércio Justo: “Mas é justo para quem?”

 

Considerações finais

Ficando suspensa a pergunta do Sr. António, a animadora Ana Teresa partilhou com as e os estudantes de animação socioeducativa o seguinte raciocínio na oficina educativa na ESEC: “Se temos tangerinas para comprar é porque alguém trabalhou para que tal fosse possível.” Falando com conhecimento de causa, por as ter co-produzido ela com a sua mãe, no quintal da sua casa, prosseguiu: “E essa pessoa tem uma vida, uma família, ambições, etc.”. Em suma, construiu um raciocínio que permitiu aos participantes compreender que quem produz terá o mesmo direito a ter condições de vida dignas e acesso a sub-sistemas sociais iguais aos que têm acesso os intermediários, finais vendedores e clientes. Terá sido esta a aprendizagem igualmente feita pelo Sr. António, participante no projecto “Do Campo para a Mesa”. Com efeito e como já sabemos, no final do projecto foi o Sr. António quem conduziu à loja do CIDAC os seus amigos, explicando-lhes as potencialidades e valores do Comércio Justo.

Os resultados de um processo de mudança raramente são medíveis no término imediato do projecto e, geralmente, interessam mais os impactos qualitativos do que os quantitativos. Ainda assim convém mostrar resultados concretos no final de uma intervenção. Os resultados previstos no planeamento do projecto foram alcançados e alguns deles largamente superados, como se pode apreciar no relatório de estágio.

Conseguiu-se então:

  • A participação de 182 consumidores PROVE.
  • 8 consumidores PROVE ficaram consciencializados para o Comércio Justo e para as suas implicações.
  • 38 consumidores PROVE adquiriram produtos da Loja e compreenderam o que proporcionaram aos produtores dos mesmos.
  • 40 consumidores ficaram sensibilizados para a importância de optarem por compras com consciência ética.
  • 4 consumidores PROVE partilharam as experiências que resultaram das receitas, através da página no facebook da Loja de Comércio Justo do CIDAC.
  • 28 consumidores dos cabazes PROVE participaram na Visita às explorações das produtoras PROVE.

A atividade “Receitas Justas e Saborosas” foi uma ótima estratégia para motivar os consumidores PROVE a serem também consumidores da Loja de Comércio Justo, preocupando-se com as questões do consumo responsável.

Comprovou-se o impacto do projeto através do aumento significativo de vendas aos consumidores PROVE e do seu interesse pelos diversos produtos da Loja, o que não se verificava anteriormente com frequência. Antes do início do projecto, os participantes chegavam à Loja e não a exploravam, assumindo apenas a intenção de comprar o cabaz.

Como resultado importa ainda referir a aprendizagem conseguida no processo colaborativo entre a ESEC e o CIDAC através da intervenção animada pela aluna estagiária. Não se tratou de uma parceria convencional de orientação de estágio mas sim de um trabalho colaborativo na descoberta dos saberes de cada uma das partes e na sua articulação, no cruzamento entre as problemáticas que interessam ao CIDAC e as potencialidades da animação socioeducativa. Ou entre o conhecimento específico que o CIDAC detém sobre economia solidária e Comércio Justo, proveniente da sua longa e coesa intervenção nestas áreas, e a criatividade da Ana Teresa, enquanto jovem e aprendiz de animação socioeducativa. Nesta sinergia de saberes gerou-se novo conhecimento para a animação socioeducativa e para a intervenção do CIDAC que decerto não ficará por aqui.

Figura 1: Exemplo de receita semanal oferecida aos participantes

 

Figura 2: Exemplo de receita com informação sobre produtores e produtos

 

Figura 3: Visita à quinta e apanha de morangos pelos participantes

 

Figura 4: Oficina educativa sobre Comércio Justo com a turma do curso superior de Animação Socioeducativa ESEC


 

[1] Animadora socioeducativa e ex-estagiária no CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral

[2] Docente da ESEC - Escola Superior de Educação de Coimbra e animador sociocultural

[3] Técnico responsável pela Cooperação do CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral

 

 

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